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Um anarquismo em prol do PSDB?

Ocupar as favelas não resolve

Após chacina, governador do Rio anuncia mais repressão

A única presença do Estado dentro da favela é, e continuará sendo, as polícias, não só a militar, como a civil e também em breve a paramilitar

Cláudio Castro e Wilson Witzel – Foto: Fernando Frazão/ Agência Brasil

Os cadáveres da favela do Jacarezinho mal acabaram de ser enterrados e o ex-vice-governador, agora governador no lugar do outro carniceiro, Wilson Witzel, anunciou que irá intensificar a repressão ao povo trabalhador, negro e pobre das favelas do Estado do Rio de Janeiro.

O agora governador Cláudio Castro(PSL) disse que as UPP´s (Unidades de Polícia Pacificadora), aquelas mesmas que sequestraram, torturam, mataram e depois sumiram com o corpo do pedreiro Amarildo, foram um erro, e que agora o Estado irá levar, além da polícia, todo o aparato do Estado: “como maior oferta de creches, requalificação profissional e escolas”, nas suas palavras.

Algo que chama a atenção na biografia de Cláudio Castro é a sua ligação com a Igreja Católica, na condição de membro da Renovação Carismática Católica, ou seja, a face mais fascista dessa instituição. Não é de surpreender que tenha autorizado o massacre na favela do Jacarezinho.

Mostra ainda que a Igreja, como um todo, se mostra insensível ao sofrimento da população e, mais ainda, que após receber o perdão de dívidas tributárias, ela parece mais afável com o governo fascista de Jair Bolsonaro, algo como o que aconteceu na Itália durante a subida ao poder de Benito Mussolini.

Cláudio Castro sabe ou deveria saber que os defensores das UPP´s já faziam propaganda dessa ideia, a de levar, além da polícia, todo o suposto aparato estatal para dentro das comunidades (escolas, creches, etc..). O que nunca foi feito e nunca será no sistema político capitalista em que vivemos hoje. No máximo, o que veremos é alguma escola modelo, algum equipamento que possa ser denominado como padrão para outros que virão num futuro incerto.

Na realidade, o que Cláudio Castro está dizendo, em outras palavras, é que a política do Estado para a classe trabalhadora não irá mudar. Quando a comunidade ameaçar levantar-se contra a falta de perspectivas de trabalho, irá sentir a mão firme do Estado para colocar o pobre e o negro em seu devido lugar.

A única presença do Estado dentro da favela é, e continuará sendo, as polícias, não só a militar, como a civil e também em breve a paramilitar.

A insatisfação das favelas decorrente da catástrofe econômica provocada pela pandemia do coronavírus mostrou ao Estado que ele deve deter a revolta popular em sua raiz. Colocar a polícia dentro das favelas serve apenas para tentar conter a revolta popular ainda no seu nascedouro.

Qualquer medida repressiva por parte do Estado não irá funcionar por muito tempo, pois a fome, a falta de emprego e renda e a deterioração das condições de vida na favela, que já são degradantes, irão causar uma explosão social que nenhuma polícia poderá deter, como já visto em outros países latino-americanos, recentemente.

Sobre as polícias do Rio de Janeiro a única solução para elas é a extinção total, e em seu local a formação das milícias populares sob o controle dos próprios moradores das comunidades.

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A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

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