A violência continua
Além da dor do luto e o sofrimento deixado pela morte cruel, familiares de Guilherme agora estão tendo que lidar com frequentes intimidações feitas pela PM.
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Guilherme Silva Guedes, morto no último domingo (14). | Foto: Reprodução
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Guilherme Silva Guedes, morto no último domingo (14). | Foto: Reprodução

O adolescente Guilherme Silva Guedes, de 15 anos, foi sequestrado, torturado e assassinado na madrugada do último domingo (14) na Vila Clara, zona sul de São Paulo, e até o momento, somente um Policial Militar foi preso suspeito de envolvimento na ação. Além da dor do luto e da revolta pelo acontecimento, os familiares de Guilherme agora estão enfrentando intimidações e rondas ostensivas feitas pela Polícia Militar e também pela Guarda Civil Metropolitana de São Bernardo do Campo. É o que confirmou a Comissão de Direitos Humanos da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) em visita a casa que Guilherme morava com a avó.

“A PM, que nunca foi muito assídua na região, agora ronda direto a casa deles. A Guarda Civil Metropolitana também. São motos da Rocam passando durante toda a madrugada, viaturas do BAEP (Adriano é integrante desse batalhão em São Bernardo do Campo), que de repente param em frente à casa”, declarou Arnóbio Rocha, advogado integrante da comissão.

O caso é um claro exemplo de como o aparato repressivo da burguesia age nas periferias do Brasil, matando pessoas e intimidando aqueles que conseguem sobreviver.

 

 

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