Violência contra o povo negro
João Alberto Silveira Freitas, 40 anos, negro, assassinado de forma brutal por seguranças do Carrefour na última quinta (19/10), às vésperas do Dia da Consciência Negra. 
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
8204117202_f64673fd03_k(1)
Manifestção do Movimento Negro | Foto: Raphael Tsavkko Garcia

João Alberto Silveira Freitas, 40 anos, negro, assassinado de forma brutal por seguranças do Carrefour na última quinta (19/10), às vésperas do Dia da Consciência Negra.

A primeira providência da imprensa racista foi levantar a ficha policial da vítima e culpá-la pelo próprio assassinato. Os exageros e mentiras não resistiram as filmagens que provavam a crueldade dos seguranças do supermercado Carrefour em Porto Alegre(RS). A empresa também procurou se esquivar da responsabilidade dizendo que não se responsabilizava pela contratação  e ações de seguranças que trabalhavam nas lojas de sua rede.

João foi assassinado por asfixia, após ser surrado na frente de sua esposa, que gritava para que deixassem o marido, por Magno Braz Borges e  Giovane Gaspar da Silva (este último policial militar temporário, uma aberração ilegal usada pelo estado do Rio Grande do Sul para ampliar seu aparato fascista de opressão e violência).

O acontecimento gerou revolta por todo o mundo, a ponto do CEO do grupo Carrefour Brasil se pronunciar pessoalmente sobre o caso e anunciar a criação de um fundo que financiará ações ações afirmativas para a inclusão social e econômica de negros e negras na sociedade, inicialmente no valor de R$ 25 milhões.

Manifestações foram realizadas e uma loja foi incendiada na última sexta-feira (20/11) em São Paulo. Novamente a imprensa burguesa fascista iniciou uma campanha de criminalização dos movimentos de revolta, como se a propriedade privada do grupo Carrefour fosse mais importante que a vida perdida, representantes pelegos dos “movimentos sociais” também foram a público condenar o “vandalismo” e “violência”, mas não parecem se indignar com o genocídio diário da população negra.

Esse não é o primeiro caso de violência envolvendo lojas e funcionários do Carrefour Brasil, espancamentos, tortura, crueldade contra animais são apenas alguns dos crimes cometidos por funcionários do grupo e chancelados pelos patrões.Também não deve ser esquecida a participação da polícia militar, um dos braços armados do fascismo brasileiro, no caso. Um dos seguranças é policial militar temporário e estava prestando serviço de segurança privada ao Carrefour. João Alberto foi morto por uma estrutura que se apoia numa “montanha” de ilegalidades.

Não nos enganemos, a “máquina” racista é mais um braço nefasto do sistema capitalista e aqueles que criticam a justa revolta popular nada mais são do que apoiadores e capatazes das atrocidades desse sistema.

Não existe justiça para João Alberto Silveira Freitas e todos os assassinados pela máquina racista do capitalismo sem luta! Devemos nos organizar pelo Fora Bolsonaro, fora todos os representantes do fascismo! Pelo fim da polícia militar assassina de pretos e pobres! Pela responsabilização criminal dos representantes do grupo Carrefour Brasil! A justiça só vem da organização e autodefesa popular, não dos acordos e diálogos com os representantes do capital.

Compartilhar no facebook
Compartilhe no seu Facebook!
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no reddit
Reddit
Compartilhar no facebook
Compartilhe
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Relacionadas