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COMANDO DE GREVE

Relator da privatização dos Correios é aliado do PCdoB

Greve Já!

Após 1° de Maio com as centrais, Doria quer despejar metroviários

Governador que está levando milhões à contaminação e centenas de metroviários mortos está rebaixando salários da categoria

Superlotação das estações do metrô – Reprodução

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), dito pela imprensa venal como o “científico”, conseguiu fazer com que mais de 102 mil pessoas até agora tenham perdido a vida e mais de 3 milhões de paulistas e paulistanos fossem contaminados pelo coronavírus.

Ou seja, um dos responsáveis pelo país estar numa situação catastrófica diante da pandemia, inclusive por manter os transportes lotados aumentando exponencialmente esses números todos os dias, bem como expondo seus funcionários ao contágio, a exemplo do Metrô de São Paulo. Não contente em contribuir com pelo menos 24% do número mortes registradas em todo o país, também está querendo despejar a direção do Sindicato dos Metroviários de sua sede.

Doria, que vem atacando todas as categorias de trabalhadores do estado, dentre eles, os metroviários, tanto no que se refere às negociações salariais, mas também quanto ao total descaso, diante dos inúmeros trabalhadores contaminados e mortos na categoria, agora decidiu vender o local, ao qual o sindicato há 35 anos está instalado. Quer desocupar o local, uma vez que pretende vender aquela área.

Reportagem da golpista Folha de S.Paulo relata ainda que os metroviários estão desde 1986 no local, cuja concessão tem sido renovada pelos governadores desde então. Desta vez, foram avisados de que não poderão continuar caso a venda se concretize. Eles falam em pressão política durante a campanha salarial que estão realizando.

Eles também apontam que todas as melhorias que fizeram no terreno, como a construção de instalações, será perdida.

João Doria, cuja predileção é a de desferir constantes ataques aos trabalhadores, bem como ao conjunto da população pobre, como fez com moradores em situação de rua, quando prefeito da capital paulista, onde, em pleno inverno, de madrugada utilizou-se da Guarda Civil Metropolitana e jogou água fria nas pessoas que estavam dormindo e está deixando cada vez mais, a situação trágica no estado, devido ao total descaso diante da pandemia do coronavírus, não tem a mínima intensão de que haja sindicatos e que os trabalhadores tenham seus representantes.

Mais uma vez

Essa situação está ocorrendo em meio às negociações dos metroviários com o governo, referente às reivindicações dos trabalhadores, devido à campanha salarial dos metroviários. Inclusive, haveria uma greve que, por sinal, mais uma vez foi desmarcada pela burocracia sindical.

Conforme artigo no Diário dos Trilhos de segunda-feira (10), o sindicato relata que, após três reuniões de negociação, ficou definido pela empresa que não haverá reajuste salarial e não realizará o pagamento das PRs (Participação nos Resultados) referente aos anos de 2019 e 2020. O sindicato acusa também um chamado “pacote de maldades” que inclui a retirada do vale-transporte e do adicional de risco de vida.

Apesar de todo esse ataque aos metroviários, inclusive ao espaço físico da entidade, na noite de terça-feira (11) novamente a direção deu um golpe na categoria com uma assembleia virtual e decidiu desmarcar a greve que ocorreria ontem (12). São várias greves marcadas e, até agora, todas foram desmarcadas a pretexto de que o “científico” criminoso abriu a possibilidade de negociações e daí já se vão dois anos sem que os metroviários tenham suas reivindicações atendidas e, consequentemente o Acordo Coletivo de Trabalho assinado. Desta vez a culpa de não ter ocorrido a paralisação foi devido a uma nova negociação que será realizada com a mediação do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), uma manobra comumente utilizada para enterrar qualquer negociação, uma vez que a justiça, braço direito do governo de São Paulo, invariavelmente pende para o patrão – no caso, o governo Doria.

Lives

Os dirigentes sindicais dos metroviários, desde a o início da pandemia do Covid-19, optaram, como a grande maioria dos sindicatos do país, por fechar as portas aos trabalhadores, deixando-os à própria sorte. As assembleias das categorias que ficaram totalmente alheias aos acontecimentos, mas não conseguiam entender porque não havia negociações de campanhas salariais, de assembleias – a não ser de forma remota, por lives – não havia, de fato como realizar qualquer debate nessas condições, ou seja as mobilizações foram substituídas por Facebook, Youtube e outras plataformas, pela internet. Assim também foi realizada a última assembleia dos metroviários.

1° de Maio

Apesar de a saída para o impasse entre os metroviários e o governador ser a de ir até o palácio do governo em passeata e invadir as suas instalações, inclusive chamando outras categorias, como os servidores públicos, professores e funcionários das escolas, etc., Doria foi convidado pela CUT e outras centrais para participar do 1° de Maio desse ano de 2021. De forma remota, é claro! O grande “companheiro” Doria, que teve a cara de pau de saudar os trabalhares no 1° de maio, logo em seguida implementa um ataque fascista aos metroviários, seguindo na verdade o roteiro de sua política antipopular.

Mas é preciso destacar que a direção pelega do Sindicato dos Metroviários também fez parte de mais essa atitude capituladora. Publicou materiais convocando para tal atividade online, enquanto deveria estar mobilizando os metroviários para forçar o governo genocida a atender às suas reivindicações.

Manifestação para a greve

Os trabalhadores, no entanto, não estão dispostos a ficar esperando a banda passar. Na terça-feira (11), os metroviários realizaram uma manifestação na Rua Vergueiro. O caminho deve ser esse, abrir os sindicatos para os trabalhadores, debater suas reclamações e ir às ruas!

Assembleias presenciais, greve e ocupação das instalações!

Fora Doria

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