Frente Ampla
Deputada federal do PSOL defende adesão à chapa de Maia
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Rodrigo Maia | arquivo

As eleições para as mesas diretoras das casas legislativas do Congresso Nacional, especialmente a formação do bloco com 11 partidos em torno de uma chapa articulada pelo atual presidente da Câmara de deputados Rodrigo Maia revela de maneira transparente que a esquerda institucional encontra-se completamente a reboque da direita tradicional.

A bancada do PT e do PCdoB assinaram uma declaração conjunta com partidos golpistas, como o próprio DEM de Maia, PSDB,MDB e mesmo o ex-partido de Bolsonaro, PSL. Essa composição é a celebração da Frente Ampla no Congresso e indica a completa subordinação da esquerda institucional a direita tradicional, que em 2016 deu golpe de Estado, que retirou a ex-presidente Dilma Rousseff do Palácio do Planalto. A justificativa ou melhor o pretexto utilizado para essa verdadeira capitulação política é a  direita e a esquerda parlamentar teria que se unir em nome da “democracia”, e da “defesa das instituições” contra o candidato apoiado por Bolsonaro para a presidência da Câmara.

Enquanto a bancada de partidos como Rede, PDT e PSB  como era de se esperar integram o bloco, e  PT e do PCdoB ingressam para “ garantir espaço político na mesa do Congresso”,  o PSOL é formalmente o único partido da esquerda com representação parlamentar que até o momento não declarou  ainda o seu ingresso no chapão montado por Rodrigo Maia.

Por conta disso, vários setores tem apressadamente afirmado que a bancada do PSOL não estaria participando da frente ampla, e portanto teria apesar das suas contradições uma postura independente, pelo menos no que diz respeito as chapas montadas para a Câmara de deputados.

Entretanto, é preciso olhar com mais cuidado, como tem se organizado a frente ampla, inclusive no Congresso Nacional. O PSOL tem ponto central na sua ação política, a atividade parlamentar, podemos inclusive afirmar que o PSOL é a expressão do carreirismo parlamentar muito presente em um setor de esquerda ligada às classes médias. Um das formas de capitalizar apoio eleitoral pelo PSOL, podemos dizer desde do seu nascimento, sempre foi apresenta-se com uma “ esquerda radical”, portanto para inclusive manter esse nicho político, o PSOL, o que pese o fato de integrar a frente ampla, não necessariamente tem aderido imediatamente na chapa de Maia.

Acontece que existe uma forte pressão para que o PSOL integre o bloco formal com a direita tradicional, o que tem levado a expoentes importantes do partido, com Guilherme Boulos, ex-candidato à prefeito do PSOL em São Paulo, a declarar que no eventual segundo turno contra o candidato de Bolsonaro, a bancada do PSOL poderia apoiar o candidato de Maia, em nome do “ mal menor”, para derrotar o deputado Arthur Lira (PP-AL) apoiado por Bolsonaro.

Por sua vez, já tem setores do PSOL, como a deputada federal Fernanda Melchionna (PSOL-RS)  que defendeu na sua conta no Twiter a adesão imediata  ao bloco liderado pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Temos diferenças econômicas profundas com Maia mas igualar ele com um fascista é um erro que só ajuda o fascista a eleger seu candidato a presidente que é Artur Lira.Tudo que ajuda Bolsonaro sou contra.Por isso, defendo participação no bloco democrático.O Psol fará esse debate!”, disse Fernanda Melchionna.

Esse posicionamento da deputada do PSOL nas redes sociais tem sido acompanhada de uma intensa campanha para que o PSOL integre ainda no primeiro turno, ou mesmo prepare o caminho para uma adesão futura ao bloco de Rodrigo Maia. A “ argumentação” é mesma dos defensores da Frente Ampla, “ Maia não é fascista” , e que “ Tudo que ajuda Bolsonaro sou contra”, para justificar a adesão do PSOL ao “ bloco democrático”. Ou seja integrar o bloco com a direita tradicional.

No Blog cirista O cafezinho foi publicado um artigo Eleição na Câmara: a família Bolsonaro não pode comemorar o resultado, assinada pela deputada Fernanda Melchionna, que faz uma verdadeira profissão de fé pela frente ampla, e pela necessidade da “ unidade” entre a esquerda e a direita contra Bolsonaro.

“Nesse contexto se insere a eleição da presidência da Câmara de Deputados. É notório que para não sofrer impeachment e ter algum peso interno na Câmara dos Deputados, no meio de 2020 Bolsonaro se aproximou de uma parte do centrão mais fisiológico encabeçado por Arthur Lira, Roberto Jefferson, etc.” https://www.ocafezinho.com/2020/12/21/deputada-do-psol-defende-que-partido-entre-no-bloco-de-maia-para-derrotar-candidato-de-bolsonaro/

Entretanto, é importante esclarecer que foi justamente o então Presidente da Câmara de Deputados, Rodrigo Maia, que simplesmente “sentou em cima” dos pedidos de processos de impeachment, além do mais a Reforma Trabalhista  e a PEC 050 do Teto de Gastos aprovados ainda no governo Temer e a Reforma da Previdência, que simplesmente liquidaram com os direitos sociais e econômicos da classe trabalhadora teve como um dos principais responsáveis justamente Rodrigo Maia, e os partidos da direita tradicional, como DEM, MDB e PSDB.

Como “alternativa” a deputada do PSOL advoga a integração da esquerda, inclusive do seu partido na chapa comandada pelos partidos burgueses:

 

“A tarefa número um nas eleições da Câmara é derrotar o candidato de Bolsonaro. Dar uma sobrevida e controle do Legislativo como correia de transmissão aos interesses do Planalto é dar fôlego desnecessário a Bolsonaro e secundarizar o peso das tarefas democráticas em uma situação ainda defensiva. Dentro dessa caracterização, todas as táticas são válidas, mas com um marco. O PSOL tem que estar na linha de frente para a derrota de Arthur Lira e a sua chapa, como a ala mais radical em defesa das liberdades democráticas e mantendo nossa coerência no programa econômico. Entrar no bloco dos que defendem a vacina e a Constituição Federal não anula nossa luta política contra a agenda econômica burguesa. Ao contrário: ganharemos mais autoridade para levá-la adiante com mais força.” (idem)

Esse texto é lapidar da verdadeira posição do PSOL, e da esquerda pequeno burguesa em relação a frente ampla. Enquanto alguns pequenos grupos que participam da federação de tendências do PSOL fazem discursos “contundentes” contra o PT e o PCdoB por integrarem o bloco de Maia, deputados e figurões do PSOL se dividem se devem apoiar Maia logo ou esperar um pouco mais. De qualquer forma, ou logo ou daqui a pouco adesão do PSOL a política de “ unidade” com os partidos tradicionais da burguesia, demostra o completo fracasso da esquerda parlamentar brasileira.

 

 

 

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