Assim como no Brasil
A CIDH compilou cerca de 68 mil contas falsas criadas com o único objetivo de difundir mensagens em apoio ao golpe, aos golpistas e contra Evo Morales
La Paz, 30 de dezembro de 2019. - O governo da Bolívia declarou na segunda-feira pessoas desagradáveis ​​à embaixadora mexicana, María Teresa Mercado; ao cargo de embaixada da Espanha, Cristina Borreguero e o cônsul desse país, Álvaro Fernández, além de um grupo de funcionários, que deu 72 horas para deixar o país, após os incidentes na sexta-feira passada.
Jeanine Añez tem apoio artificial. Foto: Presidência da República |

Da redação – Boa parte do apoio recebido pela direita que derrubou o presidente legítimo da Bolívia, Evo Morales, em um golpe de Estado fascista promovido pelo imperialismo, vem de robôs, contas falsas criadas no Twitter. É o que constatou um relatório da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), publicado no último dia 10.

A organização compilou cerca de 68 mil contas falsas criadas com o único objetivo de difundir mensagens em apoio ao golpe, aos golpistas – principalmente a autoproclamada presidente Jeanine Añez e o fascista Luis Fernando Camacho – e contra Morales. Essas contas criaram 14 hashtags e fizeram com que fossem compartilhadas por 252.090 contas diferentes, chegando à marca de 1.048.575 tuítes entre 9 e 17 de novembro, uma quantidade muito expressiva, levando em consideração que a Bolívia tem 11 milhões de habitantes e o percentual de usuários de Internet continua pequeno.

Essas hashtags eram #BoliviaLibreyDemocratica, #NoHayGolpeEnBolivia, #EvoEsFraude e #BoliviaUnida, principalmente. Todas elas formaram parte da tradicional propaganda mentirosa da burguesia, da direita e do imperialismo, uma das armas mais letais na implementação de golpes de Estado.

Além disso, os grandes meios de comunicação bolivianos, como emissoras de TV e de rádio e os jornais burgueses, promoveram uma ampla e organizada campanha de difamação de Morales e de manipulação sobre as eleições de outubro, vencidas no primeiro turno pelo candidato do MAS. Tudo isso, com muito dinheiro do imperialismo, particularmente o norte-americano, como já vem sendo demonstrado.

Tal como na Bolívia, no Brasil a direita também tem um apoio artificial. Nas eleições de 2018, vimos que um terço dos seguidores de Jair Bolsonaro nas redes sociais não passava de robôs e que a imprensa capitalista montou um aparato articulado de propaganda para levado de maneira fraudulenta à presidência da República. O apoio dos golpistas, lá como cá, é completamente desmoralizado quando vemos as grandes manifestações de rua em rechaço à direita e pedindo a queda dos respectivos regimes golpistas.

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