Apoiado por 24 partidos, Ciro tenta rachar o PT e asfixiar Lula no Ceará

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O pré-candidato à presidência, Ciro Gomes (PDT), conhecido por tentar pescar votos da esquerda mesmo tendo uma vida dedicada à direita e ao mercado, vem costurando uma coligação para reeleição do governador Camilo Santana (PT) no Ceará. Dentre os 24 partidos que a integrarão estão o fisiológico MDB, alguns golpistas, como  o Solidariedade de Paulinho da Força, e outros ainda mais direitistas, como o Partido da República (PR) e o Democratas.

A sintomática coligação em torno do governo do Ceará configura mais uma tentativa vã de virar a página do golpe sem fazê-lo recuar. Santana, que há tempos sinaliza estar apunhalando pelas costas a candidatura que aglutina toda a luta contra o golpe, afirmou que, na ausência do ex-presidente Lula fará campanha para Ciro Gomes.

À medida em que Lula, preso por questões políticas há mais de um mês, amplia suas chances de vencer em primeiro turno, Ciro Gomes busca apoio de qualquer um que queira emprestar seu nome à “alternativa de centro-esquerda” que o ex-ministro esforça-se em encarnar.

As manobras mostram, mais uma vez, as intenções de abutre do candidato do PDT. Depois de incontáveis declarações que o colocam inequivocamente na condição de oportunista, disposto a manter a política de entrega do patrimônio nacional ao imperialismo, Ciro articula para asfixiar a candidatura Lula no nordeste.