Intervenção americana

Apoiada por Bolsonaro, direita venezuelana tenta tomar consulados

Sob ordens dos EUA, apoiadores do farsante, Juan Guaidó, planejam emitir documentos oficiais como se fossem uma embaixa da Venezuela.

A direita venezuela, um circo contratado pelo governo norteamericano para dar um golpe na Venezuela, continua sua jornada golpista. Após o show de vergonha alheia protagonizado por Juan Guaidó, o bufão oficial dos Estados Unidos para a Venezuela, e a não menos vergonhosa tentativa de invasão de mercenários, que foram repelidos por populares com armas de baixo calibre, agora, o foco do golpismo na Venezuela está no Brasil.

Guaidó e sua trupe planejam criar um “consulado itinerante” no estado de Roraima. Já não bastasse a fraude de Guaidó se autoproclamar presidente, sua estratégia é emitir documentos como se o governo fosse. Segundo seus representantes, o intenção é “atender à comunidade venezuelana no Brasil”.

O governo Maduro emitiu nota, através de sua embaixada oficial no Brasil, denunciando a falsificando e tornando claro, como a água, que a situação ocorre com anuência do governo ilegítimo de Jair Bolsonaro.

É impossível não entender que Bolsonaro entrega o Brasil ao imperialismo, por mera subserviência, para servir de base a um ataque contra a Venezuela. Mike Pompeo, Secretário de Estado, visitou Roraima no mês passado, para organizar a campanha de difamação do governo legítimo de Nicolás Maduro. A primeira atividade golpista pós-visita é, até então, este “consulado itinerante”.

Uma atividade continua do imperialismo contra a Venezuela em solo brasileiro é a “Operação Acolhida”. Em teoria, esta “operação” – um nome que já denota uma atividade militar ou de apoio a uma – deveria inserir “refugiados” venezuelanos em comunidades brasileiras. Todavia, é óbvio que trata-se de uma fachada para preparar terreno para uma invasão da Venezuela a partir do solo brasileiro.

A operação golpista fica ainda mais clara quando visto que o principal responsável pelas atividades de “interiorização dos refugiados” é o exército brasileiro.

O custo da “ação humanitária” é 400 milhões de dólares, onde os Estados Unidos entram, formalmente, com apenas 80 milhões de dólares. Trazendo para a cotação atual moeda brasileira, o Real, tem-se mais de 2 bilhões de reais.

A intervenção americana no Brasil está completamente desnudada. Mostra também que Bolsonaro é fruto desta intervenção e que serviu de ponte, no continente, para financiar, com o dinheiro dos brasileiros, golpes e invasões a outros países da América Latina, em especial a Venezuela.

Portanto, fica claro que lutar pelo Fora Bolsonaro é também lutar pela independência política e econômica de todos os povos oprimidos das Américas e Caribe. Povos estes que devem apoiar uns aos outros contra golpes e invasões dos Estados Unidos no continente. Apenas a mobilização popular será capaz de conter a ofensiva imperialista.

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