Bancos: imunes ao inferno
Demissões de trabalhadores no Brasil já atinge recordes jamais verificados. Só este ano, muitas pequenas e médias empresas demitiram funcionários diante das dificuldades econômicas
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
whatsapp_image_2020_10_23_at_133315 (1)
Diante enormes lucros: o quadro sinistros a pandemia que arrastou muitos trabalhadores à morte. | "Foto: Reprodução".

Demissões de trabalhadores no Brasil já atinge recordes jamais verificados. Só este ano, muitas pequenas e médias empresas demitiram funcionários diante das dificuldades econômicas agravadas pela pandemia que paralisou o país a partir de março.

Empresas fecharam as portas demitindo a totalidade dos trabalhadores, outras que ainda permanecem em funcionamento precário fizeram demissões com mais da metade dos quadros. Outras ainda simplesmente chegaram a fechar suas portas sem pagamento dos trabalhadores.

Ao contrário de empresas que fecharam pela perda de lucros e demandas, a situação muito diferente do setor bancário, que encerrou 2019 com um aumento superior a 30% nos lucros, mesmo assim, recorreu às demissões para otimizar seus resultados financeiros em 2020. Os superlucros dos bancos, mesmo diante das crises econômicas e sanitárias, os bancos demitiram e descumpriram um acordo de não dispensar seus funcionários durante a pandemia.

Um paraíso no meio do inferno de todos. Em 2019, os lucros nos bancos bateram recordes. O lucro dos cinco maiores bancos do país somou R$ 108 bilhões no ano passo, uma alta de 30%,3% em 12 meses.

Os abutres gigantes como o Itaú registrou, em 2019, um lucro de R$ 28,3 bilhões, o Bradesco, R$ 25,8 bilhões e o Santander, R$ 14,5 bilhões. São esses três bancos que agora batem recordes de demissões.

Mesmo com lucros estratosféricos os bancos passaram a demitir seus funcionários antes do final do primeiro semestre deste ano, semanas depois de se comprometerem na mesa de negociações com o movimento sindical a não recorrerem à demissão durante a pandemia. Assim, desde janeiro, foram mais de 12 mil demissões.

Na crise ou fora dela uma “lógica” se repete: “Não perdem nunca”. “Bancos não perdem nunca. Independente do cenário econômico, como os resultados anuais demonstram. A economia pode ir mal que os bancos lucram mais ainda. É importante destacar que os bancos vêm de anos seguidos batendo recordes de lucros e, mesmo assim, fecharam milhares de postos de trabalho e continuam demitindo mesmo na pandemia”, analisa a economista Vivian Machado, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Completa o quadro sinistros a pandemia que arrastou muitos trabalhadores à morte. Contudo, os lucros dos cinco maiores bancos apresentaram queda no 1º semestre deste ano, porém seguiram significativamente elevados. O montante chegou a R$ 30 bilhões, uma queda média de 32% em relação a igual período de 2019.

De um lado se as crises econômica e sanitária sacudiram de alto a baixo a vida da população, negócios com portas fechadas e desemprego agravam a situação e dificultam uma recuperação econômica. Do outro lado, os bancos esfolam o país e arrematam vultuosas verbas da fajutada dívida pública. É hora de fazer os que sempre lucraram a pagarem pela crise que eles mesmos criaram. É hora de derrubar o governo dos golpistas que nos trouxeram a mais destrutivas condições de vida.

Compartilhar no facebook
Compartilhe no seu Facebook!
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no reddit
Reddit
Compartilhar no facebook
Compartilhe
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Relacionadas