Antônio Carlos Silva
Reforma da previdência do estado de São Paulo foi aprovada em 2º turno por 59 votos a 32, sob forte repressão policial contra os servidores, que ocuparam a Alesp
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Dirigente da Apeoesp e da CUT, Antônio Carlos falou no carro de som após a ocupação da Alesp. COTV |

Da redação – Os deputados da direita paulista aprovaram, na manhã de hoje (03), por 59 votos a 32, a reforma da previdência estadual, impondo um duríssimo ataque contra os direitos dos servidores públicos. Isso ocorreu graças à violenta repressão da PM contra os manifestantes que ocuparam a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), mobilizados para impedir a votação.

Entretanto, contou também com o vacilo das direções sindicais, que não realizaram uma verdadeira mobilização da categoria, utilizando como instrumento de luta táticas que, em última instância, não chegam nem a assustar a direita, como tentativas de diálogo e vaias. Mesmo assim, a direita antecipou a votação, que ocorreria nesta tarde, para a manhã. A votação em 1º turno, ocorrida em 18 de fevereiro, já havia dado a vitória aos favoráveis à reforma, por 57 a 31.

“Sabemos que essa situação é resultado de uma capitulação de muitos setores que deixaram a gente sozinho, aprovando a reforma da previdência em vários estados, inclusive setores da esquerda, que apoiaram essa política e deixaram nosso combativo sindicato, a Apeoesp, isolado”, denunciou o companheiro Antônio Carlos Silva, dirigente da Apeoesp e da CUT e membro do Comitê Central do PCO.

“Nós temos que organizar uma mobilização e preparar para dar uma resposta a essa situação, e a resposta tem que ser uma grande luta política”, continuou. “O nosso sindicato tem que assumir no dia 18 o chamado a derrubar Doria e a derrubar Bolsonaro, governo inimigo do povo.”

O professor da rede estadual ainda concluiu, durante sua fala no carro de som após a repressão na Alesp: “no dia 18 temos que aprovar a greve geral da categoria e temos que tirar uma conclusão: não vai ser com conversas com deputados, não vai ser com vaia nos corredores da Assembleia, vai ter que ser através da mobilização na rua, com a greve geral do funcionalismo. Fora ‘BolsoDoria’! Fora Bolsonaro!”

Antônio Carlos foi um dos inúmeros servidores brutalmente agredidos pela Tropa da Choque da Polícia Militar quando os manifestantes ocuparam a Alesp, pela manhã.

À Causa Operária TV, ele deu depoimentos sobre a mobilização e a intensa repressão:

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