Aos 77 anos, morre um dos maiores diretores de cinema do século XX: Bernardo Bertolucci

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Da redação – Nesta segunda-feira (26), morreu o diretor de cinema italiano, Bernardo Bertolucci, um dos maiores diretores de cinema do século XX.

Bertolucci foi autor de filmes que entraram para a história. Comunista, o diretor de cinema italiano realizou filmes como “O último imperador”, que retrata a vida do imperador chinês Pu Yi, que passou pela grande conturbação de duas revoluções no país.

Influenciado por Pier Paolo Pasolini, também comunista e diretor de cinema, Bertolucci fez parte da última geração de italianos que faziam cinema de caráter político e de esquerda – isto é, ele é um produto do movimento do Neorealismo italiano, que ocorreu após a Segunda Guerra mundial.

E sendo assim, filmou também outras grandes obras de caráter social. “Os sonhadores”, sobre as manifestações estudantis e operárias de Maio de 1968, além de a grande obra prima “Novecento”.

O filme trata da história de dois meninos que cresceram juntos em uma propriedade agrária na Itália no início do Século XX. Olmo, filho de um camponês, e Alfredo, filho do proprietário de terras.

Os meninos vão crescendo e o filme trata de deixar clara a contradição existente entre a família dos dois, que participaram juntos da Primeira Guerra mundial. Os atores dois meninos crescidos são Robert De Niro (Alfredo) e Gérard Dépardieu (Olmo), o que demonstra a grandiosidade do filme.

De qualquer forma, as contradições vão se acentuando ao longo do filme. Alfredo passa a ser integrante dos grupos fascistas e Olmo entra para o movimento comunista. E durante o filme os diversos conflitos de interesses são retratados de forma genial.

De qualquer forma, seria preciso mais tempo para falar de um cineasta tão grandioso como Bertolucci, alvo de diversas perseguições políticas e policiais por parte do imperialismo, por conta de uma polêmica envolvendo uma cena de um outro filme magistral: “O último tango em Paris”, que teve a participação de Marlon Brando.

Assim, deixamos assim nossa simpatia com Bertolucci, que entrou para os livros de história e do cinema. O cinema comprometido com a luta dos trabalhadores é, sem sombra de dúvidas, o que merece o melhor agradecimento por parte da população.