Extermínio na Colômbia
Segundo a organização Somos Defensores, nos primeiros três meses deste ano, 47 líderes sociais foram assassinados e 115 ameaçados na Colômbia.
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Ivan-Duque-and-Donald-Trump
Ivan Duque e Dolnad Trump | Foto: Reprodução

A organização colombiana de defensores dos direitos humanos “Somos Defensores” publicou um relatório trimestral, apontando que 47 líderes sociais foram assassinados na Colômbia de janeiro a março deste ano. O documento também diz que foram 115 ameaças de morte, 14 ataques, 8 prisões arbitrarias, 4 processos e 8 desaparecimentos forçados contra lideranças populares no país. O número mostra um aumento de 88% em relação ao mesmo período de 2019. Foram registrados ao longo do ano passado 628 ameaças, 124 assassinatos, 52 ataques, 29 prisões, 3 desaparecidos e 49 roubos de informação.

É importante destacar que esses números são referentes até o mês de março, e que esse tipo de relatório não consegue atingir realmente todas as mortes, provavelmente essa quantidade de lideranças e ativistas assassinados somente neste ano devem ser muito maiores. Como é o caso da denuncia que mostra a Telesur em que a Associação de Camponeses do Bajo Cauca (Asocbac) que comunicou nesta quarta-feira (3) o desaparecimento seguido de homicídio de  Juan Gabriel Atenio Montiel, visto indo para o trabalho na última terça-feira (2) e encontrado sem vida no dia seguinte, o fato ocorreu no município de Tarazá, na sub-região pertencente ao departamento de Antioquia.

São centenas, na realidade, os assassinados por paramilitares e agentes do governo de extrema-direita, principalmente no campo. Há uma repressão enorme, tanto contra camponeses como contra ex-guerrilheiros. Desde a assinatura do acordo de Paz em 2016, 204 pessoas ligadas à FARC-EP foram assassinadas até o começo do mês de maio. As lideranças mais atacadas em 2020 são os indígenas com 59 ataques, a maioria ocorreu nos departamentos de Cauca e La Guajira. Só no departamento de Cauca houve 14 assassinatos de lideranças sociais no primeiro quadrimestre.

Este ano também a Colômbia vai receber a partir do começo deste mês uma brigada de militares do Comando Sul dos EUA que vão ficar durante meses em regiões de conflito agrário e na fronteira com a Venezuela, sob a desculpa de combater o narcotráfico, mas que obviamente irão servir tanto para auxiliar na repressão terrorista como em uma possível tentativa de invasão da Venezuela. O Conselho Nacional e Internacional de Comunicação Popular (Conaicop), denunciou ao mundo nesta quarta-feira (3) que a presença de tropas americanas na Colômbia nada mais é do que uma intervenção militar porque quebra a constituição.

No começo do mês de maio, o país colombiano recebeu uma missão de verificação da Organização das Nações Unidas que expressou preocupação com os crimes que vem acontecendo contra as lideranças sociais e com ex-guerrilheiros das FARC. No entanto é uma denuncia demagógica da ONU, uma instituição imperialista, nada faz de concreto contra os Estados Unidos, que dão suporte ao governo ditatorial colombiano. Esperar que a ONU irá interferir e acabar com a série de crimes cometidos pelo governo colombiano contra o Partido Revolucionário da Colômbia e lideranças sociais é uma ilusão.

A Colômbia tem se tornado um gigantesco campo de extermínio de opositores do regime de extrema-direita, fantoche do imperialismo, que vigora há décadas no país. Situação que vem se acentuando com a chegada ao poder de um representante direto do imperialismo, Iván Duque. Nos últimos dois anos foram mortos 131 militantes ligados ao partido das FARC-EP. O que fica claro é que politica adotada pelo partido revolucionário em 2016 no Acordo de Paz, de abandonar a luta armada foi um erro completo. É importante que os militantes estejam preparados e organizados para enfrentar as milícias de extrema direita que agem junto com os paramilitares de Ivan Duque.

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