Ao falsificar história sobre atentado contra militantes do MST, organizada assume autoria

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Na noite da última terça-feira, 17, um grupo de 60 torcedores do Coritiba, clube da capital paranaense, partiram para cima de 15 companheiros do Movimento Sem-Terra, o MST, os quais estão acampados nas proximidades da sede da Polícia Federal como parte da mobilização em defesa da liberdade do ex-presidente Lula. De acordo com os companheiros, eles estavam voltando do acampamento no final da tarde, quando foram avisados por um comerciante da região que os torcedores, membros da torcida organiza Império Alviverde, estavam se deslocando para o local com o intuito de agir de forma violenta contra os manifestantes.

Como estavam em maior número, os torcedores foram pra cima dos companheiros Sem-terra, os quais procuraram resistir às agressões da forma que puderam. Dois militantes do MST ficaram feridos, um foi hospitalizado. A atitude covarde dos torcedores do Coritiba, foi uma ação claramente fascista. Os membros da organizada se aproveitaram que estavam em maior número para exibir a sua “valentia” contra os companheiros do MST que estavam em um grupo muito menor.

No dia seguinte ao ocorrido, a torcida organizada do Coritiba, Império Alviverde soltou uma nota onde tentaram esclarecer os fatos. Surgiu um boato no acampamento de que o presidente da torcida iria até o local da mobilização pedir desculpas aos acampados. A nota, no entanto, apenas serviu para demonstrar que a ação dos fascistas teve apoio de todos os setores da Império, teve respaldo da organizada. No comunicado, a organizada de maneira cínica afirma que quem provocou os torcedores foram os manifestantes, pasmem, ao mesmo tempo dizem que os militantes do MST estavam munidos de facas e foices, uma inverdade completa. A nota busca atribuir a responsabilidade da violência aos acampados.

O comunicado, em si, é mais uma provocação da torcida organizada contra os manifestantes. Todos que puderam comparecer ao acampamento puderam e podem presenciar que se trata de uma mobilização pacífica, em defesa da liberdade de Lula, um preso político. Os companheiros do MST, presentes na mobilização, estão dando suporte a luta que se trava contra a perseguição à Lula e, em nenhum momento, agiram de forma agressiva contra os moradores ou pessoas da cidade.

Muito pelo contrário, o que se vê são provocações de grupos, ainda que pequenos, direitistas contra os manifestantes. Os companheiros do MST já relataram que tentaram disparar rojões contra o acampamento e a agressão do bando fascista da torcida organizada do Coritiba é mais um episódio. Estavam em um número maior e de forma covarde partiram para a violência.

O ocorrido serve também como experiência para demonstrar que os trabalhadores, os manifestantes que estão presentes nos acampamentos em Curitiba, e todos aqueles que lutam contra o golpe no país, precisam organizar de maneira imediata os comitês de auto-defesa. É um erro achar que as instituições, como a Polícia Militar e Guarda Civil irão garantir a segurança daqueles que estão lutando contra o golpe e contra a prisão de Lula. A PM, assim como a GCM, são parte do golpe, são os instrumentos de repressão da burguesia contra o povo. Não moverão uma palha para proteger aqueles que lutam, pelo contrário agirão para facilitar as agressões fascistas.

Somente os militantes, ativistas, trabalhadores e jovens, organizados, podem garantir a segurança e a defesa dos seus próprios movimentos de luta. No caso do acampamento de Curitiba, a formação do comitê de auto-defesa é algo urgente dado às várias provocações feitas pela direita, pelos fascistas. É preciso estar preparado para responder à altura às agressões e não se intimidar. Como o caso da última terça-feira demonstrou, a direita é covarde, se aproveita de situações de fragilidade do movimento popular para atacar, se os trabalhadores estiverem devidamente organizados, as galinhas fascistas são postas para ocorrer rapidamente, são esmagadas pela reação popular