Ditadura a pleno vapor
Ustra não era torturador? Para Mourão, ser torturador é ser um “homem de honra”.
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GeneralMourao
Declarações mostram as reais intenções da extrema-direita. | Reprodução/Internet

Em entrevista ao jornal alemão DW, o vice-presidente Hamilton Mourão afirmou que o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, “era um homem de honra”.

Ustra, é o mais famoso torturador da ditadura militar brasileira, responsável inclusive por torturar a ex-presidenta Dilma Rousseff. Para Mourão, não podemos avaliar a ditadura “pois ainda faz apenas 50 anos” do seu fim. Ao comentar sobre Ustra, quando questionado a respeito da declaração de Bolsonaro chamando-o de “herói nacional”, Mourão culpa as guerrilhas urbanas e declara que teve uma relação muito próxima ao agente da ditadura.

Vale lembrar que Ustra torturou cerca de 500 pessoas, de acordo com dados oficiais. Contudo, para Mourão, este é um problema de “interpretação” e de “mal intencionados”, quando, de acordo inclusive, com os dados fornecidos pelo atual candidato a presidência dos EUA, Joe Biden, mostram que pelo menos 20 mil pessoas foram torturadas no período da ditadura, no Brasil. Sem falar das mais de 400 mortes ou desaparecidos, segundo número oficias do imperialismo.

As declarações de Mourão são extremamente graves, não apenas por ser abertamente antidemocrática, mas por acenar para uma intervenção militar e para uma liberação da própria tortura. Se Ustra não foi torturador, quem seria?

O governo Bolsonaro é hoje composto em sua maioria por militares, incluso o próprio Bolsonaro e o general Mourão. Tais declarações são as de um governo ditatorial e que pretende aprofundar a ditadura no país.

A ditadura militar, assim como a atuação da tortura, é a ação fascista contra a população e as organizações operárias. A tortura contra os trabalhadores, os militantes da esquerda, junto aos ataques a estes organizações feitos por meios “não oficiais” do Estado, são “normalizados” por Mourão.

O problema se mostra grave e fácil de se constatar, dado ao fato, que o próprio Mourão se considerava um amigo de Ustra, condenado a décadas de prisão. O ex-chefe do DOI-CODI, é mais do que nunca, uma inspiração aos fascistas que tomaram conta do poder, e um recado aos trabalhadores brasileiros.

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