Transporte coletivo no Rio
Na segunda maior capital, antes os trabalhadores cariocas se viam aglomerados em ônibus superlotados, agora em filas superlotadas para pegar os ônibus que faltam aos montes
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O trabalhador é tratado como bicho pelo Consórcio BRT no Rio | Foto: Yan Marcelo/Arquivo Pessoal

Nesta segunda-feira (21), na Zona Oeste do Rio de Janeiro, os trabalhadores que precisam do BRT Transoeste para trabalhar pela manhã, enfrentaram de modo absurdo uma fila gigantesca na Estação Santa Cruz. A fila precisou sair da estação e deu uma volta na praça ao lado, do lado de fora.

O Consórcio BRT, empresa capitalista responsável pelo transporte coletivo no Rio, justificou de modo canalha que alguns ônibus articulados apresentavam problemas, como se isso fosse resolver o problema dos trabalhadores. Até as 8h da manhã, horário que o serviço tem de estar a todo vapor, os empresários do transporte, donos da Concessionária, não conseguiam informar quantos ônibus estavam quebrados.

Diante da situação, é lógico que os empresários do transporte não vão assumir os prejuízos dos trabalhadores, com os patrões, por terem chegado atrasados. A situação no Rio de Janeiro é absurda! Antes os trabalhadores cariocas se viam aglomerados em ônibus superlotados, agora também em filas superlotadas para pegar os ônibus, que faltam aos montes.

Muitas vezes, os capachos dos patrões justificam a privatização pela eficiência do serviço, no entanto, não é o que se vê na prática. Os empresários do transporte coletivo no Rio acham que estão transportando pessoas a passeio às 6h ou 7h da manhã de uma segunda-feira. Além de colocar a quantidade de ônibus que querem, ou seja, suficientes para não terem prejuízo e lucrarem cada vez mais, jogam o trabalhadores dentro dos ônibus como se fossem bois, indigentes. Tudo piora quando se passa por isso no meio da pior pandemia do século. Quer dizer, aglomerações em praias e bares não pode, mas nos ônibus para ir fazer os gostos do patrão, então pode. Isso vem ocorrendo desde o início da pandemia.

Sabe-se que a aglomeração é um fator próspero para a transmissão do coronavírus. Inclusive, foi a aglomeração nos transportes coletivos pelo País o principal vetor da proliferação do vírus. No entanto, ao invés de aumentarem a frota de veículos, o que era necessário para diminuir a aglomeração, as empresas ainda diminuíram a oferta de ônibus. O que mostra que o transporte coletivo tem que ser estatizado.

O transporte coletivo é um direito social, presente no Art. 6º da Constituição, mais um dos motivos pelos quais precisa ser estatizado. Afinal, se a população necessita do transporte coletivo para ir ao trabalho e para acessar vários outros direitos, como a Saúde (indo ao hospital) e a Educação (Escolas, Universidade), por exemplo. Ao não ter como se deslocar, a população tem outros direitos tolhidos.

Por isso o transporte é um direito que o estado precisa fornecer aos trabalhadores e à população. E daí a necessidade de estatizá-lo urgentemente, como no caso do Rio de Janeiro. Mais, colocar esse serviço na mão dos trabalhadores, pois só eles sabem o que passam para ir ao trabalho e utilizar a cidade. O dia cansativo do carioca não começa quando ele é obrigado a dar bom dia ao patrão, mas na jornada que é encarar o transporte coletivo, que não é feito para garantir a chegada ao trabalho, e sim para encher os bolsos dos empresários.

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