Globo esperneia contra candidato do PCO, Ângelo Castro, por não alimentar farsa eleitoral

angelo

A imprensa golpista entrou em uma campanha contra o candidato do Partido da Causa Operária (PCO) para o governo do Estado de Santa Catarina, Ângelo Castro. Pela sua boa pontuação nas pesquisas eleitorais, a NSC TV, afiliada da Rede Globo no Estado de Santa Catarina, foi obrigada a convocar um candidato do PCO, partido altamente perseguido pela burguesia, para uma entrevista, ao estilo mesquinho das entrevistas feitas por Wiliam Bonner e Renata Vasconcelos no Jornal Nacional.

Durante a entrevista, contra a vontade dos jornalistas burgueses, que procuravam desviar o foco do debate político para uma ofensiva contra o candidato ou para coisas secundárias da situação de Santa Catarina, Ângelo denunciou o golpe de estado, a prisão de Lula e as fraudes das eleições realizadas sem o principal candidato da população, Luiz Inácio Lula da Silva, refletindo o sentido de sua candidatura pelo PCO, que é o da luta política contra o golpe e de denúncia das maracutaias da burguesia para controlar as eleições.

Ângelo Castro demonstrou que não é um candidato burguês, que fica fazendo propostas sem nexo com a realidade, mentindo para o povo e desviando o foco do centro da luta política dos trabalhadores do momento: a luta contra o golpe, contra a prisão de Lula e por Lula presidente.

Esse fato chegou ao ponto de incomodar os jornalistas da Rede Globo que partiram para ataques contra o candidato, chamando-o de Fake, sem propostas e despreparado. Em recente matéria divulgada pelo G1, “Ângelo Castro diz que a eleição é uma fraude e não apresenta promessas específicas para SC em entrevista ao Jornal do Almoço”, a Globo liberou toda sua raiva contra Ângelo por ele ter ido à entrevista da imprensa golpista denunciar os ataques da burguesia e, portanto, da Rede Globo, contra a população brasileira, não se deixando intimidar pela ofensiva dos jornalistas.

No início do texto, a rede golpistas procuram se mostram indignados com o fato de que o candidato declara que está concorrendo ao cargo para  “denunciar o golpe contra Lula”, mas que ele “não apresentou nenhuma proposta para Santa Catarina”, como se lutar contra o golpe não fosse uma proposta política que pudesse ser apresentada por um candidato, e que seria necessário que ele, como candidato à governador de SC, se limitasse a fazer política em âmbito estadual, e pior, de um jeito administrativo.

O que é preciso entender é que a candidatura de Ângelo, como as demais do PCO, é um candidatura de um partido operário e revolucionário, uma candidatura de luta, que não coloca as esperanças da classe trabalhadora nas eleições – no sentido de uma administração do estado burguês; mas que pelo contrário, está usando o espaço eleitoral para denunciar as manobras golpistas dos capitalistas. Ainda mais quando as atuais eleições estão amplamente dominadas por um golpe de estado, que as transformaram em uma fraude total.

Como assinalou Ângelo na entrevista, “nossa proposta é uma luta contra o golpe, pela liberdade do Lula e Lula presidente. Começaram com a cassação das leis trabalhistas, a CLT, a terceirização. Já estão correndo atrás da Previdência. Então, só os trabalhadores pagam pela crise, sendo que quem fez a crise – econômica, social e política – foram os capitalistas e burgueses. Então, nossa campanha é para denunciar essa atitude dos golpistas contra os trabalhadores. E chamar os trabalhadores para se organizar em comitês, na sua residência, na sua rua, no seu bairro, nas empresas, contra o golpe”

Ele acrescentou ainda que “a eleição é uma fraude. Então nós estamos denunciando a fraude. Estamos ao vivo denunciando a fraude. Porque a gente acredita que um candidato, que é o maior candidato hoje da esquerda, está preso político. A gente tem que denunciar. Porque compromete toda a democracia”.

Perguntado sobre indeferimento de sua candidatura pela Lei Ficha Limpa por conta de míseros R$ 100 (o que não chega nem perto da campanha milionária dos partidos burgueses), Ângelo foi à público denunciá-la, demonstrando a ditadura que exerce o judiciário golpista por meio desta lei que só serve para a repressão sobre partidos e políticos de esquerda, como o PCO e o Lula.

Fica evidente, então, o caráter combativo não só da candidatura de Ângelo, como das candidaturas do PCO, de maneira geral. A tentativa de desmoralizar o candidato, chamando de despreparado e corrupto, é apenas uma tentativa da imprensa burguesa de encobrir o ódio que tiveram quando o candidato foi, ao vivo, denunciar a perseguição política do ex-presidente Lula e os ataques aos direitos democráticos da população por parte da direita. A verdade é que Ângelo é um trabalhador e um militante da luta contra o golpe, e não um político burguês profissional ou um pequeno-burguês que fica brincando de política, e portanto sua candidatura vai no sentido de denunciar os ataques aos trabalhadores e denunciar o golpe de estado, e é isso que não agrada a direita.