Ditadura da oligarquia dos Campos
A justificativa dada para tal ação arbitrária é que, diante do caos na saúde causado pela pandemia, é preciso realocar servidores para que possam atender pacientes infectados pelo novo corona vírus.

Por: Redação do Diário Causa Operária

Na cidade de Várzea Grande (MT), os servidores da saúde estão sendo transferidos pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS) para o centro de triagem de COVID-19, que será inaugurado em anexo à Unidade de Pronto Atendimento do bairro Ipase (UPA Ipase). 

Entretanto, isso está sendo realizado de maneira compulsória. Segundo denúncia realizada ao Diário Causa Operária, os servidores estão sendo comunicados de que foram transferidos e que deverão começar na segunda-feira (22), sem que tenham outra escolha.

A justificativa dada para tal ação arbitrária é que, diante do caos na saúde causado pela pandemia, é preciso realocar servidores para que possam atender pacientes infectados pelo novo coronavírus. A explicação parece boa, pois dá a entender que a medida seria motivada por uma excelente intenção.

Entretanto, é preciso dizer que isso é algo antidemocrático, ditatorial. Nada pode justificar que servidores sejam transferidos de unidade contra a sua vontade. Pode parecer normal, porque isso ocorre com frequência assustadora muito antes da pandemia na cidade controlada pela oligarquia dos Campos, onde transferências compulsórias ocorrem recorrentemente e, muitas vezes, realizadas como uma forma de punir servidores que de alguma forma se colocam como pedra no sapato daqueles que estão no governo.

O que está ocorrendo, além de ser uma medida arbitrária contra os servidores de Várzea Grande, também é ineficiente no que se refere à luta contra o coronavírus e causará desfalques em outras áreas da saúde, aprofundando a gravidade da situação, que já é caótica. As equipes ficarão ainda mais sobrecarregadas e a população terá ainda mais dificuldade de ter acesso ao atendimento.

Para resolver o caos sanitário e social seria preciso uma solução real, ou seja, eficiente. Isso significa que é preciso contratar mais profissionais, comprar respiradores mecânicos, construir hospitais de campanha, vacinar em massa a população, ou seja, tudo aquilo que não está sendo feito pela direita, que governa o Brasil praticamente em todos os lugares do país.

Essa é mais uma manifestação da política de Kalil Baracat (o novo prefeito da oligarquia dos Campos) de ataque aos direitos e às condições de vida dos servidores de Várzea Grande. Ataques esses que se aprofundaram durante a pandemia. 

Diante disso, os servidores não podem ficar parados. É preciso superar a paralisia. Estão todos sendo obrigados a trabalhar presencialmente desde setembro do ano passado, mesmo aqueles servidores que fazem parte do grupo de risco. A grande maioria, inclusive, nunca teve permissão para ficar em casa e se resguardar de ser infectada pelo vírus. Portanto, se os servidores estão sendo obrigados a se expor ao risco para trabalhar, também têm o direito de protestar. Por isso, não há tempo a perder: é preciso realizar assembleias o quanto antes e ir às ruas contra a oligarquia da família Campos e seus aliados.

Send this to a friend