Análise: “surpresas” na eleição sempre tiram votos da esquerda e dão votos para a direita

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Os “analistas” contratados pela imprensa golpista estão até agora tentando explicar as “surpresas” direitistas que as urnas eletrônicas indicaram como vencedores nas eleições de 2018.

Em Minas Gerais, o candidato do partido Novo, Romeu Zema, que um dia antes da eleição estava em terceiro lugar nas pesquisas, terminou em primeiro, aumentando em mais de 20% a quantidade de votos, em relação a pesquisa de intenção de votos.

Dilma Rousseff do PT, que liderou as pesquisas de intenção de votos para o Senado em Minas Gerais desde o dia que anunciou sua candidatura, perdeu mais de 20% de votos na boca de urna, ficando em quarto lugar nas eleições, sendo que não existiu campanha de boca de urna nas eleições desse ano.

No Rio de Janeiro, outra “surpresa” foi o desconhecido direitista Wilson Witzel do PSC (Partido Social Cristão) que quase ganha a eleição ao governo do Estado carioca no primeiro turno, com 41,28% dos votos, sendo que até o dia da eleição, o candidato “surpresa” nunca foi apontado pelas pesquisas eleitorais como um possível vencedor do pleito, sempre atrás de outros candidatos mais conhecidos, como Garotinho e Romário, outro “fenômeno” eleitoral que vence 24 horas antes das urnas eletrônicas serem abertas.

Em São Paulo, que já é tradicional os candidatos da direita ganhar as eleições no dia da eleição, tendo desafiando até as pesquisas eleitorais mais favoráreis as suas candidaturas, a fraude eleitoral aprontou novamente contra o PT e o conhecidíssimo ex-senador Eduardo Suplicy, em favor da direita.

Eduardo Suplicy do PT, que liderou as pesquisas de intenção de votos desde o primeiro dia de sua candidatura, perdeu a eleição no Senado, no dia da eleição, para dois desconhecidos direitistas, Mara Gabrilli  do PSDB e Major Olimpio do PSL, um resultado impossível de até os “analistas” golpistas da imprensa venal brasileira conseguir apresentar qualquer tipo de explicação.

Em 2014, as urnas eletrônicas desafiando as pesquisas eleitorais, conseguiram derrotar Eduardo Suplicy, colocando-o atrás do odiado José Serra do PSDB, mas nesse caso, ainda poderia se confundir, pois era apenas uma vaga e apresentar a vitória de José Serra como expressão da máguina eleitoral do PSDB, no entanto em 2018, com duas vagas em disputa, o resultado “surpresa” que tirou o petista Eduardo Suplicy do Senado, não dá para engolir.

É obvio que os “analistas” golpistas apresentaram uma explicação para a fraude, que vai desde a vontade do povo votar no político novo, que não está “envolvido” com corrupção, apesar de seus partidos serem os partidos da corrupção, do golpe, da venda do país.

Também tem explicações para desmoralizar a esquerda nacional como a de que o eleitor brasileiro é direitista, e de que em São Paulo, os trabalhadores são os mais direitistas do país, ou seja, gostam de privatização, apoiam a retirada de seus direitos etc. O que é um verdadeiro absurdo.

No final, analisando as “surpresas” eleitorais que desafiaram até os institutos de pesquisas que são controlados pelos próprios capitalistas, somente promoveram surpresas à favor dos candidatos de direita, e que sempre são os votos da esquerda que desaparecem, um fenômeno que se aprofundou com o aparecimento das urnas eletrônicas.

Para quem já participou de qualquer tipo de eleição, seja no movimento estudantil, sindical ou popular, sabe que não se muda a tendência de voto da esquerda para direita de um dia para o outro, na véspera de uma eleição, e que a variação é bem pequena, portanto a única explicação racional é que os votos da esquerda foram transferidos para direita através da fraude, do roubo e nada mais.

As eleições de 2018, que apresentaram os resultados mais absurdos de toda história, elegendo candidaturas desconhecidas, aberrantes, como Alexandre Frota, Janaína Paschoal, Major Olimpio, Romeu Zema etc, é a comprovação de que houve fraude eleitoral em todo país, a começar pela votação do fascista Jair Bolsonaro, que mesmo possuindo o maior índice de rejeição de todos os candidatos, cerca de 50% de rejeição, quase se elege  no primeiro turno das eleições.

Diante disso, o população trabalhadora no Brasil não pode dar autoridade para esses verdadeiros inimigos do povo se apresentarem como representantes de seus interesses nas instituições do país, é necessário continuar a luta contra o golpe, pois o golpe continua acelerado e com a finalização dessa eleição fraudada, os ataques aos trabalhadores serão muito agressivos.

Lembrar sempre que o principal líder político do  Brasil, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi preso e proibido, de forma arbitrária, de ser candidato a presidência da República, pois tinha mais de 40% de intenções de voto em todos os Institutos de pesquisas, e por isso, a luta pela Liberdade de Lula faz parte da luta geral contra os golpistas.