Análise marxista
Rui Costa Pimenta abordou os acontecimentos nos Estados Unidos e a política da Frente Ampla no Brasil, que transforma a esquerda em um apêndice da direita golpista.
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Análise Política da Semana, principal programa da Causa Operária TV | Reprodução

Neste sábado (9), o companheiro Rui Costa Pimenta, presidente nacional do Partido da Causa Operária, apresentou o tradicional programa Análise Política da Semana na Causa Operária TV (COTV), onde analisou, de um ponto de vista marxista, os principais acontecimentos políticos da semana no cenário nacional e internacional. A Análise Política da Semana é o programa de maior audiência da COTV, com milhares de visualizações.

Na arena internacional, o Capitólio, sede do Congresso americano em Washington D.C, foi invadido por milhares de apoiadores do presidente Donald Trump. A ideia era protestar contra a legitimação, pelo Congresso, da eleição marcada por diversos indícios de fraude que elegeu o candidato preferencial da burguesia imperialista, o democrata Joe Biden. Trump reitera que se processou uma fraude na eleição, com dezenas de milhões de votos enviados pelo correio e outras manipulações na apuração dos votos nos Estados e nas sessões eleitorais.

Os democratas americanos classificaram a invasão como uma ação de “terrorismo doméstico”. Grande parte da esquerda brasileira embarcou na ideia de que houve uma tentativa de golpe de Estado fascista por parte dos apoiadores de Trump, o que seria “uma ameaça à democracia.” E estas supostas “ameaças” apontam para a implementação de medidas repressivas e cassação de direitos democráticos por parte do Estado. O jornal Wall Street Jornal, veículo que expressa a opinião das altas finanças dos EUA, assinalou que uma das prioridades de Biden é a aprovação de uma lei que tipifica o crime de terrorismo doméstico no ordenamento jurídico. Há de se destacar que o próprio Trump não conseguiu, ao longo de quatro anos de mandato, a aprovar uma medida de tamanha envergadura

A política de tipo neoliberal, implementada pelo imperialismo nos últimos 30 anos, é expressão da decadência do sistema capitalista, pois resulta na destruição sistemática das forças produtivas em nível global. Os golpes de Estado na América Latina tiveram por finalidade retirar do poder a esquerda nacionalista e pôr em marcha a odiada política neoliberal, responsável por gerar uma massa de milhões de desempregados e miseráveis. No continente, os golpes realinharam os governos latino-americanos com a política externa americana.

Nos Estados Unidos, a política neoliberal gerou uma quantidade gigantesca de miseráveis, a transferência das empresas para países atrasados para explorar a mão de obra barata, as intervenções militares no Iraque, Afeganistão, a destruição da Líbia, Síria e o endurecimento do sistema de repressão estatal e da ditadura dos bancos e grandes capitalistas.

Os setores fundamentais do imperialismo são aqueles partidos políticos que se apresentam como “democráticos”. No caso dos Estados Unidos, Joe Biden, Hilary Clinton, Barack Obama, travestidos de “democratas” e “civilizados”, atacaram as organizações sindicais dos trabalhadores, criaram os campos de concentração para imigrantes, implementaram a política de tipo neoliberal que lançou dezenas de milhões na miséria.

No âmbito nacional, Rui Costa abordou a questão do atrelamento dos partidos de esquerda à política da direita. Os partidos que dirigiram o golpe de Estado de 2016 (PSDB, DEM, MDB, PSD, SD, PTB, Progressistas, Republicanos) estão sendo apoiados pela esquerda em nome da suposta “defesa da democracia” contra “ameaça do bolsonarismo”. Além de dirigem o golpe de Estado contra Dilma Rousseff, estes partidos organizaram a prisão ilegal de Lula, fraudaram as eleições de 2018 que resultaram na eleição de Jair Bolsonaro e implementaram uma série de ataques contra os direitos da população, como as “reformas” trabalhista e previdenciária, congelamento dos gastos públicos por vinte anos (2016-2036), lei das terceirizações irrestritas, privatizações das empresas estatais brasileiras, entrega das riquezas nacionais, aumento exponencial do trabalho escravo.

Há um movimento antifascista que é, na verdade, uma cobertura para direita tradicional, que agora se apresenta como “democrática”, “científica”, “racional” e até mesmo como “antifascista”. Eles querem avançar no regime político contra o bolsonarismo e precisam ter êxito em obter o apoio da esquerda e dos movimentos sociais. Para isso, buscam mudar de pele para se desvincular da imagem de partidos que dirigiram o golpe de Estado, implementaram os maiores ataques contra o povo e apoiaram e sustentaram Jair Bolsonaro. E Jair Bolsonaro é o espantalho da ocasião para chantagear a esquerda e amedrontar a população.

O fascismo é um recurso da burguesia imperialista para impedir que o edifício do sistema capitalista desabe de vez. As campanhas histéricas promovidas pela imprensa capitalista são recursos para exaltar e mobilizar setores da pequena-burguesia (classes médias) em prol da defesa de seus interesses. Isto demonstra que a cartada do fascismo está sempre na mesa da burguesia, que a utiliza quando os meios tradicionais de contenção das massas do sistema burguês já não funcionam mais.

A esquerda que procura fazer aliança com a burguesia fortalece o fascismo. A derrota deste último, quando se coloca como problema central, só pode acontecer com a derrota da burguesia e seu sistema de dominação política e social. Uma política independente dos trabalhadores, seus partidos e organizações sindicais, é o pressuposto para o efetivo combate ao fascismo.

Assista a Análise Política da Semana:

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