Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
(Santa Fé - Argentina, 17/07/2019) Presidente da República Jair Bolsonaro acompanhado do Ministro da Economia Paulo Guedes.rFoto: Alan Santos/PR
|

Começou ontem (17) a 54ª Cúpula dos Chefes de Estado do Mercado Comum do Sul (Mercosul), em Santa Fé, na Argentina, com a presença dos presidentes Mauricio Macri (Argentina), Tabaré Vázquez (Uruguai), Mario Abdo Benítez (Paraguai) e de Jair Bolsonaro.

O golpista brasileiro assumiu a presidência temporária, pelos próximos seis meses, substituindo seu par argentino.

A agenda de Bolsonaro, com a programação dos temas a serem abordados e avançados na política do bloco, conta com uma pauta abertamente entreguista e destrutiva. Em seu discurso nessa quarta-feira, ele reafirmou a intenção de boicotar qualquer tipo de mínima integração entre os países da América do Sul.

Declarou que o bloco deve focar nas negociações externas e na reforma institucional interna, enxugando sua estrutura e eliminando seu “viés ideológico”.

Essas negociações externas significam a entrega em bloco dos recursos nacionais dos países da região para o imperialismo. Uma primeira e grande amostra disso foi o recém-assinado acordo com a União Europeia, no qual a soberania dos países do Mercosul é absolutamente comprometida, concedendo inúmeros privilégios aos capitalistas europeus em detrimento da indústria sul-americana, aumentando vertiginosamente a dependência econômica de nossos países para o imperialismo europeu.

Como se não bastasse utilizar o Mercosul para dar de bandeja as riquezas dos países do bloco para o imperialismo, a missão de Bolsonaro é acabar com o Mercosul. Por isso ele falou em reforma institucional, enxugar a estrutura e, como sempre, com a desculpa de o bloco ser dominado por uma posição ideológica de esquerda.

Para os serviçais do imperialismo como Bolsonaro e Macri, nem mesmo um bloco comercial de tendência neoliberal – como foi formado o Mercosul, ainda nos anos 1990 sob o total domínio de governos neoliberais – pode existir. Isso porque o imperialismo precisa dominar a região diretamente. O Mercosul, apesar de seu caráter ultramoderado e capitalista, é um instrumento que pode ser utilizado pelas burguesias nacionais desses países, como realmente foi utilizado durante os governos de esquerda derrubados pelos golpes recentes.

O Mercosul, com todos os seus inúmeros defeitos, é um organismo de integração – primeiramente econômica, mas depois, expandido, política e social – sul-americana. O imperialismo sabe, como sempre soube, que a melhor política é a de dividir para governar. É imprescindível destruir qualquer tipo de integração sul-americana, para facilitar o controle dos monopólios imperialistas. Por isso, instalou em diversos governos da região – como o do Brasil – fantoches cuja missão é acabar com qualquer integração e substituí-la por uma “entregação” das economias regionais para os grandes bancos internacionais.

Compartilhar no facebook
Compartilhe no seu Facebook!
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no reddit
Reddit
Compartilhar no facebook
Compartilhe
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Relacionadas