Siga o DCO nas redes sociais

Opressão no Oriente Médio
Amigos de Bolsonaro, sauditas são uma ditadura que esmaga as mulheres
A realidade da mulher saudita parece distante da brasileira, contudo, o presidente ilegítimo Jair Bolsonaro não poupa elogios ao modo como os sauditas tratam as mulheres.
4s3txsdhqo1rj0f0xe4ef2je122
Opressão no Oriente Médio
Amigos de Bolsonaro, sauditas são uma ditadura que esmaga as mulheres
A realidade da mulher saudita parece distante da brasileira, contudo, o presidente ilegítimo Jair Bolsonaro não poupa elogios ao modo como os sauditas tratam as mulheres.
Mulheres sauditas. Foto: Reprodução
4s3txsdhqo1rj0f0xe4ef2je122
Mulheres sauditas. Foto: Reprodução

Indo ao encontro do conservadorismo, todas as nações ainda oprimem as mulheres, em maior ou menor intensidade. Contudo, em alguns países a opressão é dada de forma completamente natural, como se o Estado se orgulhasse em limitar a vida das mulheres ao lar e se contentando em dar algumas migalhas a esse setor tão oprimido da população mundial. Assim é o caso da Arábia Saudita, braço do imperialismo estadunidense no Oriente Médio, que vem tentando mascarar seu regime opressor dando algumas aberturas às mulheres sauditas, como se estivessem fazendo um favor a elas.

A partir de 2016, o país vem cedendo alguns direitos às mulheres, como a possibilidade de viajar sozinhas, dirigir – apesar de terem conquistado esse direito, a habilitação para as mulheres é bem mais cara que para os homens -, trabalhar, ter acesso aos serviços de saúde e educação sem precisar pedir a permissão do homem “responsável”. O país, chefiado pelo príncipe Mohamed bin Salman, vem tentando passar uma imagem de progressista, de mais humano, contudo, é só mais uma nação escorada na questão da mulher para atrair investidores, turistas e melhorar sua imagem para o mundo, principalmente após as acusações sobre a morte do jornalista Jamal Khashoggi, no ano passado.

Diante dessas problemáticas, a Arábia Saudita lançou um programa chamado Visão 2030, tendo como uma de suas principais propostas a inserção em maior escala das mulheres no mercado de trabalho, tendo como meta ampliar de 22% para 30% a presença das mulheres como mão-de-obra. Fica claro que as mulheres que vivem desse modo sombrio, onde são obrigadas a usar as roupas que cobrem praticamente o corpo inteiro, anseiam por poder fazer as próprias escolhas, seja na carreira ou, simplesmente, poder escolher o que vestir, afinal, a maioria dos locais que empregam mulheres em seus quadros exigem o uso do niqab, um véu que cobre o rosto todo.

Essa realidade parece muito distante da brasileira, contudo, o presidente golpista e fascista Jair Bolsonaro, que visitou a Arábia Saudita recentemente, ousou afirmar que para ele o príncipe do país era como um irmão, além de tecer elogios, em outras ocasiões, ao modo como as mulheres são tratadas lá e o modo como se vestem. Inclusive, antes da chegada do presidente ilegítimo do Brasil, as jornalistas que o acompanharam foram orientadas a usarem a abaya, uma roupa mais larga e longa que não marca e cobre o corpo inteiro. Segundo o governo saudita, somente dessa forma essas jornalistas estariam “100%” seguras no país. Bolsonaro, quando viu as jornalistas vestidas assim, ainda afirmou que elas estavam “mais bonitas” daquele jeito.

Não é segredo para ninguém que a Arábia Saudita é um país praticamente artificial, criado pelo imperialismo estadunidense para controlar de alguma forma o Oriente Médio, logo os EUA, o berço da “democracia”, financia um Estado que oprime de forma ostensiva as mulheres. Bolsonaro pretende seguir a mesma linha, no que depender dele, de maior opressão das mulheres, como se a existência delas fosse o problema dos estupros, das violências domésticas, etc. A ofensiva conservadora não será esmagada sem uma organização radical das mulheres, que devem se opor a qualquer tipo de restrição sobre sua autonomia como sujeito de suas próprias vidas.