Bahia
Proposta foi feita por ‘socialista’ Hilton Coelho, deputado estadual pelo PSOL da Bahia
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Governador da Bahia na inauguração da sede da RMP em Itabuna. Foto: Mateus Pereira/GOVBA |

Na disputa eleitoral que começa a tomar maior corpo devido a aproximação das eleições municipais, o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) já tenta sair a frente e “surfar na onda” da direita com sua política oportunista.

O deputado estadual pelo PSOL da Bahia, Hilton Coelho, apresentou na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) um pedido de fortalecimento da Ronda Maria da Penha (RMP) tanto em Salvador quanto no interior do estado, além da qualificação do “Ligue 190” para, em suas palavras, “atender situações de violência de gênero e doméstica e familiar contra as mulheres”.

Essa proposta foi feita num contexto onde a candidata às eleições municipais de Salvador pelo Partido dos Trabalhadores (PT) é a policial militar Major Denice, que, por sua vez, é uma das criadoras da RMP.

É importante ressaltar que qualquer proposta relacionada a um fortalecimento ou a criação de uma nova polícia é uma proposta reacionária que de nada serve para a população, pelo contrário, será usada para aumentar o já grande aparato de repressão ao povo e, ao contrário da proposta apresentada, principalmente as mulheres.

A RMP foi recentemente aprovada em São Paulo, com a diferença de ter sido proposta pelo deputado estadual Tenente Nascimento, do Partido Social Liberal (PSL), e ter tido a aprovação do igualmente fascista e oportunista governador de São Paulo, João Doria.

Assim como apoiou — e apoia — leis repressivas que limitam a liberdade de expressão, o PSOL faz questão de apoiar o fortalecimento do aparato de repressão resultante dessas leis e o fortalecimento da repressão da própria ação policial, comum no estado burguês, nas regiões mais pobres do Brasil.

A única proposta que a esquerda deveria ter para a polícia é a sua dissolução. A instituição é o braço armado do Estado, sendo a responsável  pela repressão da classe trabalhadora no dia-a-dia. A população precisa, para se defender, organizar-se em comitês de autodefesa, com seus membros eleitos pela comunidade onde o comitê age, ou seja, um grupo de defesa formado por trabalhadores e em defesa dos trabalhadores.

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