América Central: 10 mil migrantes vão para os EUA fugindo da política imposta pelo próprio imperialismo

honduras

Da redação – Um grande número de migrantes da América Central está cruzando o México em direção aos EUA. A multidão, que está entre 7 e 10 mil pessoas, contém a maioria de seus membros provenientes de Honduras e Guatemala, países destruídos que sofrem exatamente pela política de golpe de estado ou intervenção direta, orquestrada pelo imperialismo norte-americano.

A maioria dessas pessoas está fugindo da fome e violência causada pelo golpe em Honduras, denunciado neste diário já em 2009, quando Manuel Zelaya foi derrubado, e da política neoliberal do governo capacho da Guatemala, ambos países controlados pelo imperialismo. Porém, a imprensa burguesa finge que nada disso acontece, pouco noticia, e, para o setor imperialista que interessa, faz campanha contra as posições anti-imigração de Donald Trump.

O presidente norte-americano declarou que alertou o Exército e a Patrulha da Fronteira para a situação que seria “emergência nacional”. E, já que a política dos EUA sempre foi de destruir a economia desses países – Guatemala, El Salvador e Honduras -, nada “melhor” do que aproveitar a total miséria existente para fazer chantagem e controlar ainda mais esses países, o que levará milhões de pessoas à miséria total.

As alegações de Trump que aparecem na imprensa burguesa brasileira fazem parte de uma campanha contra o presidente, que é um extremista de direita de fato, porém, escondem o que realmente precisa ser dito: foram os outros presidentes que destruíram esses países, e essa é política imperialista dos EUA. Isso deve ficar claro para os trabalhadores.

Os EUA, com presidentes que representem o bloco dos banqueiros – capital financeiro -, ou o bloco dos empresários nacionais – protecionistas, extrema-direita e etc -, quando se trata de explorar países menores para fazer crescer sua economia, se alinham na mesma finalidade.

É esse o sistema capitalista imperialista em crise total, gerando uma crise em todo continente através de sua política de miséria, de golpismo e de espoliação dos países atrasados.