WASHINGTON, DC - SEPTEMBER 18: U.S. President Donald Trump and President of Poland Andrzej Duda speaks with the media at the oval office in the White House on September 18, 2018.   in Washington, DC. Duda is on his first trip to the White House.  (Photo by  Tasos Katopodis-Pool via Getty Images)
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Na última quarta-feira (12), o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que deslocará para a Polônia mais de mil soldados que estão atualmente em bases norte-americanas na Alemanha.

Esses militares se juntariam aos 4.500 efetivos norte-americanos que já estão em território polonês desde 2016 servindo como membros de uma missão da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). Os soldados seriam alocados em estruturas totalmente financiadas pelo governo polonês.

A Polônia também deverá adquirir 32 caças F-35 e drones de reconhecimento MQ-9.

Isso foi visto como uma ameaça pela Rússia, vizinha da Polônia. O vice-ministro russo de Relações Exteriores, Serguei Riabkov, denunciou que essa medida tem um “caráter desestabilizador” contra Moscou. “Vemos isso como um indício de preparação para posteriores envios em grande escala”, completou.

O governo polonês de Andrzej Duda (no poder desde 2015) é uma ditadura mascarada. Trata-se de um regime de extrema-direita, abertamente anticomunista e antirrusso, do qual os católicos conservadores são parte muito influente.

Esses acordos, dentre outros, demonstram a total subserviência ao imperialismo por parte da Polônia que, desde a queda da União Soviética, tem sido um dos pilares de domínio imperialista e ameaça contra a Rússia, sendo o país membro da OTAN e estando em atritos constantes com Moscou.

A OTAN, controlada pelos EUA, vem se expandindo cada vez mais desde a década de 1990. Atualmente, suas forças militares praticamente cercam a Rússia por toda a Europa Oriental, constituindo uma ameaça clara à soberania dos russos.

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