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Trata-se de um processo de “aproximações sucessivas” por parte do exército e do bolsonarismo, que tem como intuito atender as ilegalidades praticadas pelos latifundiários
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Militares na Amazônia | Foto: Reprodução

Em maio deste ano, o presidente ilegítimo Jair Bolsonaro decretou a ação Garantia da Lei e da Ordem (GLO) sob o pretexto de “combate” ao desmatamento ilegal e focos de incêndio na Amazônia Legal.

O decreto dá autorização aos militares de realizar “ações preventivas e repressivas contra delitos ambientais, direcionada ao desmatamento ilegal e combate a focos de incêndio”.

Conforme relatos de fiscais do Ibama (da reportagem da mídia UOL), os militares passaram a conduzir as operações de fiscalização feitas pelo Ibama – há 30 anos na região – retirando do órgão as decisões de inteligência:

A nossa impressão é de que as Forças Armadas estão ali para inviabilizar o nosso trabalho. Ficam rodando a Amazônia e não fazem nada.”

Numa outra operação, o Ibama planejava surpreender uma madeireira, chegando de surpresa, apreendendo as árvores derrubadas e destruindo todo maquinário.

“A ordem da GLO foi para que montássemos uma barreira na saída da cidade para interceptar algum caminhão com madeira serrada”, contou um fiscal. “Apreender madeira já cortada não trará resultado algum. É preciso impossibilitar a atividade do madeireiro.”

A interferência do exército interfere no conselho da Amazônia, que passou do Ministèrio do Meio ambiente para a Vice-Presidência da República, ou seja, para o comando do fascista general Hamilton Mourão. Além disso, tem como agravante o fato de excluir os governos dos estados que compõem a chama da “Amazônia Legal”, que são Acre, Amapá, Pará, Rondônia, Mato Grosso, Tocantins e Maranhão, deixando o conselho sob a tutela do governo federal bolsonarista. A portaria assinada por Mourão tem a ausência de representantes do Ibama e da Funai, que teriam como objetivos gerais “coordenar e acompanhar a implementação das políticas públicas relacionadas à Amazônia Legal, conforme decreto de fevereiro deste ano.

A GLO e o Exército, têm tolhido o Ibama na região, conforme relatos dos fiscais:

“O Ibama entende o processo de grilagem, mineração ilegal e devastação. O problema é que a GLO tem dificuldade em entender que as decisões são técnicas e não ideológicas”, afirma um fiscal, que conta como os militares desautorizaram o Ibama em frente a um grupo de criminosos. Durante a autuação na terra indígena Cachoeira Seca, no Pará, os militares diziam que estavam ali a mando do presidente da República e que, a partir daquele momento, os infratores obedeceriam apenas a GLO e não o Ibama”

Trata-se, na verdade, de um processo de “aproximações sucessivas” por parte do exército e do bolsonarismo, que tem como intuito atender as ilegalidades praticadas pelos latifundiários e grileiros na região amazônica.

Ademais disso, o intuito é oficializar a repressão é a matança de camponeses, quilombolas, comunidades indigenas e sem-terras, que são assassinados e perseguidos diariamente pelos órgãos oficiais e por capangas dos senhores das terras.

É necessário denunciar o ofensiva ditatorial na Amazônia Legal, que virá a ser toda ela militarizada e controlada pelo assassino orgão do Exército fascista controlado pelo golpista Jair Bolsonaro.

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