Um regime de exceção
Grandes empresas norte-americanos investem pesado na criação de mapas de calor em que seja possível observar quais de suas lojas tem mais possibilidade de sindicalização
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The Amazon Books store is seen in the Time Warner Center at Columbus Circle in New York City, New York, U.S., May 25, 2017. REUTERS/Shannon Stapleton
Imagem: Shannon Stapleton/Reuters |

Os Estados Unidos da América vivem uma verdadeira ditadura contra os trabalhadores do país. Além dos já conhecidos gastos que o instituto de defesa dos EUA fazem com filmes, com a imprensa burguesa e inúmeros tipo de propaganda contra a união dos trabalhadores, as empresas do país gastam milhões para impedir a união e a sindicalização dos trabalhadores.

Ao que tudo indica, somente entre os anos de 2014 e 2017, mais de 100 milhões de dólares foram gastos na tentativa de impedir a sindicalização dos trabalhadores. O Walmart, por exemplo, uma das empresas que mais possuem trabalhadores nos Estados Unidos, contratou os serviços de empresas de mapeamento e de coleta de informações para classificar suas próprias lojas sob a ótica de quais ofereciam mais risco de união por parte dos trabalhadores.

A Whole Foods é uma das empresas que no momento mais estão se preocupando na criação de mapas para impedir a sindicalização dos trabalhadores. A empresa, de propriedade da Amazon, se baseia em fatores como a proximidade dos trabalhadores de algum sindicato, quanto é a média salarial do bairro em que se encontra, quais lojas possuem maior número de trabalhadores que já foram sindicalizados, participaram de protestos ou já entraram na justiça contra algum patrão e etc.

Os mapas não servem somente para controle das lojas, mas também para saber quais lugares demitirão primeiro ou quais pessoas devem ser mandadas embora, além de muitas outras possibilidades para os capitalistas.

Trata-se de uma verdadeira ditadura. Os trabalhadores tem o direito de se sindicalizar e se unir para lutar por seus direitos. A restrição da sindicalização é, inclusive, uma das táticas fascistas para acabar com a democracia operária, como explicou o revolucionário russo Leon Trotski.

Os patrões sabem que, se os trabalhadores conseguem se sindicalizar, a chance de que consigam seus direitos é muito grande, já que a classe operária é a maior força política do mundo todo. Em tempos como esse, de coronavírus e de crise econômica, os trabalhadores são uma força ainda mais perigosa para a burguesia, já que a luta de classes se intensifica.

O que os patrões querem é justamente repetir aquilo que foi feito em 2008, quando quem pagou pela crise econômica gerada pelos capitalistas foi a classe trabalhadora. A crise de agora, no entanto, é muito maior e a tendência é a de que os trabalhadores lutem ainda mais para se unir e conseguir em sindicatos e até, quem sabe, em um partido operário de massas.

Toda essa demonstração de desespero e de gastos por parte dos patrões para impedir a união dos trabalhadores vem colocar fim também a uma discussão que tomou conta por parte da esquerda pequeno burguesa nos últimos anos, a de que a classe operária não é mais importante para a política (alguns, inclusive, foram mais longe dizendo que a classe operária não existia mais). Se a classe operária não é importante, ou não consegue lutar politicamente, por que é que os patrões se preocupam tanto em impedir sua união?

Outra ideia pequeno burguesa também tem de ser afastada quando tomamos contato com esses dados. A ideia de que é impossível uma grande mobilização de esquerda e até mesmo grandes sindicatos e um grande partido operário nos Estados Unidos.

 

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