Amazon cria robô que discrmina mulheres: tecnlogia não escapa da luta de classes

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A gigante Amazon.com, em São Francisco, EUA, desenvolveu um mecanismo de recrutamento que utilizava-se de inteligência Artificial. Contudo, especialistas em tecnologia da empresa constataram um problema, o novo mecanismo colocava o currículo feminino, para determinados cargos, automaticamente em desvantagem ou nem mesmo os selecionava.

Criado para agilizar e ao mesmo tempo criar um padrão objetivo de contratação, o mecanismo na verdade reproduz a opressão real da mulher na sociedade capitalista, colocando-a como inferior ao homem no mercado de trabalho em geral. Isso porque os computadores do novo mecanismo foram programados para examinar os currículos dos candidatos observando determinados padrões, erigidos através da analise de currículo enviados a empresa ao longo de 10 anos.  Como a maioria destes currículos eram de homens, padrão na indústria indústria de tecnologia, o sistema “aprendeu” que o sexo masculino era preferível.

O sistema classificava os currículos através de estrelas, que variam de uma até cinco, que seria o melhor candidato, acontece, porém, que o simples fato de ser mulher impedia que o sistema classifica-se, para determinados cargos ou desse a desse a nota máxima. Uma vez identificado a palavra mulher ou qualquer referência ao gênero feminino no currículo, o sistema automaticamente classificava abaixo, para determinados cargos.  

A Amazon reconheceu o “equívoco” – não se pode saber se intencional ou não – discriminatório do novo método de recrutamento e informou ter eliminado este aspecto o mecanismo, colocando homens e mulheres em pé de igualdade, evidentemente que assim como a opressão da mulher e reproduzida pelo sistema outras também o são, como os negros por exemplo, que evidentemente pode sofrer discriminação do robô. A Amazon informou que encerrou a utilização deste procedimento para recrutamento de pessoal no ano passado.

Entretanto, a utilização de sistemas de  artificial para substituir boa parte do trabalho dos departamentos de recursos humanos é  uma tendência nas grandes empresas, o que evidentemente, poderá aumentará ainda mais a discriminação nos processo as seletivos e com a desculpa para as empresas de ser feito de forma automatizada e não intencional. Todo avanço tecnológico que contribua com a eficiência e eficácia na produção é de extrema importância, acontece que o imperialismo utiliza-se do avanço técnico e tecnológicos para oprimir ainda mais o povo. A utilização de inteligência Artificial nos  processos seletivos cai exatamente nesta condição, poderá ser utilizado para realizar uma seleção racial e de gênero nas empresas, sem contudo correr o risco das mesmas serem acusadas por discriminação.