Calamidade
Maior número de óbitos entre crianças é consequẽncia direta da política de destruição das condições de vida da população
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
1560512429-5d038875a660e-portalmortalidade
Mortalidade infantil, uma falta direta de investimento em saúde pública | Foto: Reprodução

Índice divulgado nesta sexta-feira, 26, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE, em relação as taxas de mortalidade infantil no País, demonstrou que o estado do Amapá apresentou a taxa mais alta dentre os outros estados no ano de 2019.

A cada 1 mil crianças nascidas e com menos de um ano, o Amapá tem média de 22,6 óbitos. O indicador é o dobro da média nacional, 11,9. É o quinto ano seguido que o estado configura na primeira posição com o maior número de óbitos. O Espirito Santo é o estado com menor taxa de mortalidade infantil, com a média de 7,8 mortes a cada mil crianças menores de 1 ano.

A imprensa capitalista procurou dar destaque a uma ínfima queda na taxa de mortalidade no Amapá, 0,2, em relação ao ano anterior. É uma tentativa de esconder a verdadeira situação de calamidade que vive o estado.

Nos últimos dias, a população do Amapá foi vítima de uma política criminosa por parte do governo golpista e dos capitalistas. Um apagão da energia elétrica impôs uma situação de caos ao povo, isso em plena pandemia do coronavírus.

A falta de energia elétrica, que não ocorreu por acaso, foi consequência da política de privatização do sistema de distribuição de energia, processo iniciado durante o governo neoliberal de Fernando Henrique Cardoso. Um monopólio espanhol, a Gemini Energy, se tornou proprietária majoritária da empresa de distribuição de energia. A falta de manutenção e a política de privatização voltada somente para atender aos interesses financeiros dos capitalistas internacionais levou o estado à escuridão, deixando a população em uma situação extremamente precária.

Não é a primeira vez que se vê no Brasil os esplendorosos resultados para o povo da política de privatização. O rompimento das barragens em Minas Gerais,, administradas pelos capitalistas estrangeiros que controlam a Vale , levando a morte de centenas de pessoas e destruindo cidades inteiras, são exemplos do que verdadeiramente consiste a entrega do patrimônio e da infraestrutura nacional aos monopólios capitalistas.

No caso do Amapá a calamidade se acentua devido a falta de investimentos do governo em serviços básicos de saúde, hospitais, prevenção, médicos, o que reflete no altíssimo número de óbitos infantis. A situação não é restrita ao Amapá, no entanto, mas afeta toda a região norte e nordeste do Brasil. Todos os estados destas regiões ocupam as piores posições nos índices de mortalidade infantil.

A crise econômica que se aprofunda ainda mais por conta da pandemia tende piorar esta situação.

Diante deste quadro é necessário impulsionar a mobilização popular contra o regime golpista. É preciso organizar os trabalhadores para colocar abaixo esta política de miséria e morte.

 

Compartilhar no facebook
Compartilhe no seu Facebook!
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no reddit
Reddit
Compartilhar no facebook
Compartilhe
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Relacionadas