Todo apoio aos ecetistas!
Para impedir o facão nos direitos conquistados em décadas de lutas e barrar a privatização da ECT, é preciso enfrentar a decisão do TST e a sabotagem dos pelegos
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Ecetistas em Luta impulsiona vaquinha em favor da mobilização dos trabalhadores | Foto: Reprodução

A greve dos trabalhadores dos correios completou um mês, no último dia 17/9 , sob intenso ataques do governo ilegítimo, do judiciário e da imprensa golpistas.

Nesse período foi ficando cada vez mais claro para os trabalhadores que a única intenção do governo golpista de Jair Bolsonaro é esfolar os trabalhadores e destruir a maior empresa em número de trabalhadores do País, a ECT  (Empresa de Correios e Telégrafos), para entregá-la a “preço de banana” para os tubarões estrangeiros.

Quando busca retirar de uma única vez, mais de 50% dos míseros salários dos mais de 100 mil trabalhadores da ECT (atacando indiretamente os mais de 30 mil terceirizados), em meio uma pandemia, em que já morreram mais de 120 ecetistas – pais e mães de família -, o governo Bolsonaro mostra na verdade que quer matar a categoria, de covid e  outras doenças, de fome, de tanto trabalhar etc.

Todo capitalista sabe que o maior patrimônio de uma empresa é a sua força de trabalho, os próprios trabalhadores, que geram seus lucros. Tratá-los como lixo, significa que o capitalista está se preparando para fechar ou entregar a empresa e demiti-los na sequência. 

 

Importância do Ato Nacional

 

Por isso, a combativa greve dos Correios – realizada contra a sabotagem de boa parte da burocracia sindical, nesse momento – é uma questão de vida ou morte. E a única forma possível de lutar contra a política de Bolsonaro é ir enfrentá-lo onde ele está, que é em Brasília/DF.

Sabendo dessa necessidade, importantes setores do movimento nacional de greve, de trabalhadores de todo o País decidiram se mobilizar, para realizar um grande ato nacional amanhã, em Brasília, quando o TST (Tribunal Superior de Trabalho) se reúne  virtualmente para julgar o acordo coletivo. A proposta de um ato nacional, foi feita, inicialmente, pela corrente nacional Ecetistas em Luta (PCO e simpatizantes) e nove sindicatos que enviaram carta à Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores dos Correios) propondo uma grande e combativa mobilização em Brasília, diante do julgamento do dissídio da categoria previsto  no Tribunal Superior do Trabalho (TST), que tende a ser – como de costume – profundamente desfavorável para os trabalhadores. E foi aprovada pela maioria da Fentect e sindicatos.

Cresceu o entendimento de que é preciso levar milhares de trabalhadores dos Correios para Brasília, junto com seus familiares que também sofreram os ataques desferidos por esse governo ao salário dos ecetistas.

 

Enfrentar o governo e o TST

 

Nos últimos dias cresceu o empenho de importantes setores com o objetivo de alugar os ônibus, colocar os trabalhadores para lutar em Brasília, inclusive nas bases das direções sindicais traidoras, da Findect (Federação Fantasma) principalmente em São Paulo e Rio de Janeiro, que não querem mobilizar a categoria e sequer fazem assembleias presenciais, utilizando de assembleias virtuais para manipular com o espírito de luta da categoria.

Essas diretoria pelegas, inclusive, convocaram assembléias virtuais para amanhã, para deliberar sobre um possível retorno ao trabalho, se recusando a impulsionar a mobilização unificada dos trabalhadores.

É preciso reforçar a mobilização em  Brasília, deixando claro que a categoria não vai aceitar a decretação do trabalho escravo na ECT com a retirada de conquistas de décadas de lutas; que não vai aceitar o corte de salários e benefícios no momento em que a inflação dispara e um pacote de arroz chega a custar R$40; que vai lutar junto com o povo contra a entrega dos Correios.

A decisão do TST não tendia, obviamente, a ser em nada favorável à categoria e precisará ser enfrentada com a continuidade e  radicalização da greve, com a ocupação de prédios dos correios, intensificação dos piquetes – principalmente nos grande centros -, multiplicação dos atos de rua etc. superando a política de capitulação da maioria das direções sindicais e da esquerda.

 

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