Despejo no Amazonas
Ação covarde de pecuarista pretende retirar a moradia de famílias amazonenses.
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
lábrea am
Vista aérea da cidade de Lábrea | Foto: Reprodução

O município de Lábrea é localizado no interior sul do estado do Amazonas e possui uma área de cerca de 68.229,99km², estabelecida em grande parte na densidão da selva amazônica. Segundo dados do IBGE, a localidade era composta por aproximadamente 46 mil habitantes no ano de 2019.

Apesar da baixa densidade demográfica, os trabalhadores da cidade amazônica são recorrentemente atingidos pela política genocida do governo Bolsonaro. No ano de 2019, Lábrea ganhou repercussão internacional, devido as imagens de satélite divulgadas pela parceria da Nasa e da Universidade de Cardiff (Reino Unido), onde era possível observar largas áreas da selva amazônica em chamas, com o intuito de utilizar as áreas de queimada para a criação de gado.  

Nessa toada, o governo estadual, encabeçado pelo Sr. (com o perdão da palavra) Wilson Miranda Lima, filiado ao Partido Social Cristão (PSC), também toma medidas que afetam cotidianamente a população amazonense, o que pode ser visto durante a pandemia de Covid-19, onde o estado do Amazonas foi um dos mais afetados no país. Desse modo, a cidade de Lábrea convive com o descaso dos governos federal e estadual, além da inoperante gestão do prefeito Gean Campos de Barros (MDB).  

Nesse conturbado contexto, o pecuarista Sidney Sanches Zamora intenta covardemente o despejo de 160 famílias que hoje vivem na Fazenda Palotina, o que foi aceito e, por conseguinte, determinado pela Justiça Estadual Amazonense.  Noutro bordo, a Defensoria Pública Estadual pleiteou pela suspensão da reintegração de posse, alegando a perda de prazo do Autor da Ação e a contundente irresponsabilidade de realizar o despejo de mais de 100 famílias na maior crise sanitária da história recente. 

O Defensor Público responsável pelo caso afirma que “É impossível deixar de destacar que, se concretizada, a remoção ocorrerá em meio a pior crise sanitária vivenciada nos últimos 100 anos, decorrente da pandemia do novo coronavírus. Diversas medidas restritivas à circulação de pessoas, de forma a conter a disseminação da doença, foram implementadas pelo Poder Público. Em reiteradas oportunidades, as políticas e ações sanitárias desenvolvidas sempre ressaltaram o distanciamento social, com a permanência em casa, como o instrumento profilático mais eficaz” 

Portanto, mais uma vez faz-se necessária a organização dos trabalhadores para impedir o covarde despejo de mais de 160 famílias amazonenses, que estão prestes a sofrer em virtude dos interesses financeiros do pecuarista Sidney Zamora, em um nítido retrato do que acontece diariamente com tantas outras ocupações rurais pelo país.

Compartilhar no facebook
Compartilhe no seu Facebook!
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no reddit
Reddit
Compartilhar no facebook
Compartilhe
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Relacionadas