Pela rebelião da juventude.
Com o aumento dos casos de covid e dos ataques políticos contra a juventude, é preciso organizar rebelião através dos comitês estudantis.

Por: Redação do Diário Causa Operária

Segundo a pesquisa do portal Covid-19, no Brasil, entre a faixa de 20 a 49 anos, há 500 mil infecções de coronavírus. Se considerarmos apenas essa pesquisa, já fica esclarecido de que a juventude está sendo servida como sacrifício à economia, visto que é ela a principal força de trabalho nas camadas inferiores no mercado de trabalho. Para se locomover, a juventude precisar do transporte público – a verdadeira festa da covid-19 -, pois se trata de um ambiente fechado muito mais eficiente na transmissão do vírus do que as festas clandestinas dos jovens “rebeldes”.

Além disso, a política de pressão de volta às aulas em diversos estados do país e algumas já efetivadas, é a demonstração clara de que não há nenhuma diferença entre os governadores “científicos” para com o presidente ilegítimo, Jair Bolsonaro. Ambos adotam a mesma política contra a juventude: o massacre descomunal, para atender os grandes capitalistas da educação e seus comparsas do transporte, materiais escolares, dentre outros, para sobreviverem na pandemia, à custa do oxigênio da juventude, professores e trabalhadores da educação. Disso a imprensa não fala, é como se fosse a coisa mais natural do mundo, desconsiderando a própria orientação da OMS, do distanciamento social.

O Ensino à Distância (EaD), além de servir como uma ilusão na área da educação, força muitos jovens a trabalharem para pagar “universidades” privadas. Como se o ambiente fosse propício para estudar e trabalhar em plena pandemia.

Diante disso, como ficam as organizações da juventude? Mais uma vez no último vagão da burguesia, com uma capitulação atrás da outra, sem um enfrentamento real contra volta às aulas, a implementação do EaD, dentre outras medidas. A União Nacional dos Estudantes (UNE)  compactua com a política da burguesia, como por exemplo, adotar política do EAD. É como se fossem garçons dos capitalistas da educação, ajudando a manter esse sistema falho e que força muitos jovens enfrentarem às ruas em troca de uma educação fúnebre.

Não existe outra opção senão apostar na rebelião popular. Basta de ficar parado e aceitar tudo isso calado. Até porque ficar esperando das instituições resolver esse problema, é esperar a raposa ajudar as ovelhas. Por isso, é preciso que a juventude se organize através de comitês estudantis e reivindicar pela vacinação em massa, com auxílio emergencial equivalente ao salário mínimo vital de 5.500 reais, dentre outras coisas. Isso tudo com as palavras de ordem de Fora Bolsonaro e todos os golpistas. Com certeza isso atrai toda a juventude operária e estudantil contra todos esses ataques desses bandidos engravatados.

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