“Não fechem nossa escola”
Alunos da Escola Estadual Odorico Tavares , em Salvador – Bahia , protestam pelo impedimento de terminarem o ensino médio no estabelecimento.
2
Alunos do CEOT fecham ruas em protesto pelo fechamento da escola. Foto Shieley Stolze. |

Na semana passada, cerca de 100 alunos da Colégio Estadual Odorico Tavares, em Salvador, Bahia, realizaram um protesto por dois dias denunciando a ausência de vagas naquela escola.

Portando cartazes e provocando a interrupção do trânsito, os alunos pediam por mais vagas na escola, que é uma referência na região, pois haviam sido informados que não poderiam finalizar o ensino médio no estabelecimento em decorrência de reorganização e redistribuição realizada pela secretaria de Educação.

Os alunos relatam que ano a ano a escola vem diminuindo a oferta de novas vagas,culminando agora com o impedimento de rematrículas para o próximo ano. Denunciam também que a escola não tem recebido os investimentos necessários para a manutenção de sua infra-estrutura.

A Secretaria de Educação, manifestando-se sobre o assunto, declara que não há ausência de vagas e sim uma redistribuição dos alunos para outras escolas, e que anualmente realiza esta redistribuição de acordo com análise da frequência dos alunos, como também da procura por matrículas.

A resposta da Secretaria vai de encontro ao relato dos estudantes, uma vez que a reclamação é justamente a diminuição contínua de vagas para matriculas e rematrículas. A denúncia de 100 estudantes certamente não é desprovida de fundamento, a demanda por rematrícula, demonstra que a reestruturação e redistribuição não leva em consideração os anseios da comunidade escolar que deseja permanecer naquela unidade.

Outro fator a se considerar é a discrepância de qualidade de ensino entre os diversas escolas públicas, evidenciado na fala dos alunos que afirmam que a Colégio Estadual Odorico Tavares prepara melhor para a Universidade, o que não deveria ocorrer pois não privilegia o aprendizado de forma igualitária para os estudantes, independente da localização da escola.

Todo apoio à manifestação da comunidade escolar, por sua iniciativa em buscar seus direitos, por denunciar o descaso do poder público com o patrimônio e por denunciar os golpistas, a começar por Bolsonaro, um dos mentores dos ataques contra a Educação.

Relacionadas