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Criado em 1885, o Instituto Nacional de Educação de Surdos (Ines) atende atualmente cerca de 600 alunos, da educação infantil até o ensino médio.

Primeiro canal brasileiro para surdos, com programação em Libras (Língua Brasileira de Sinais) e transmissão pela internet, ligada ao Instituto Nacional de Educação para Surdos (Ines), órgão vinculado ao Ministério da Educação (MEC), a TV tirou do ar uma série de vídeos que abordavam personagens ou temas associados à esquerda.

Censuraram uma entrevista do deputado federal Jean Wyllys ao programa “Café com Pimenta”, também sumiu um episódio do programa “Manuário” dedicado à vida de Karl Marx. Outros nomes, como Friedrich Engels, Antonio Gramsci e a brasileira Marilena Chauí também foram apagados da programação.

Ao escolher o novo diretor-geral do Ines, no início deste ano, o ministro da educação, Ricardo Vélez Rodríguez, ignorou o vencedor da eleição interna e nomeou Paulo André Martins de Bulhões, que havia ficado em segundo lugar.

Os professores e estudantes devem, de maneira imediata, reagir a esse ataque do governo golpista e ilegítimo à educação. Esse é o maior dos ataques, uma vez que leva em si o programa fascista do chamado “Escola Sem Partido”, que busca censurar e reprimir estudantes e professores nas escolas, dentro de um quadro geral de controle do povo a nível estatal.

É preciso ocupar as escolas, organizar comitês de professores contra essa tentativa de esmagar o ensino público, levar os estudantes a se juntarem em um só coro contra essa política do golpe de estado e pela derrubada do fascista Jair Bolsonaro e todo o seu governo de extrema-direita.

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