Em São Paulo
É preciso reivindicar não só a expulsão da PM das escolas, mas também a dissolução desse órgão fascista que serve apenas para exterminar o povo trabalhador e a juventude pobre
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Ato ocorreu na noite de ontem (20). Foto: Arthur Stabile/Ponte Jornalismo |

Da redação – Os alunos da Escola Estadual Emygdio de Barros, no bairro do Rio Pequeno, Zona Oeste de São Paulo, realizaram um protesto na noite de ontem (20) em repúdio à invasão do colégio por parte de policiais militares, no início desta semana, que agrediram violentamente estudantes e levaram dois jovens para a delegacia. Os manifestantes lançaram a palavra de ordem “Fora PM da minha escola”, com direito a uma faixa com essas inscrições.

Vídeos divulgados logo após o incidente mostram os policiais dando socos, chutes, gravatas e linchando jovens imobilizados, além de um dos policiais apontar a arma para os estudantes, ameaçando disparar.

A invasão ocorreu porque a direção da escola chamou a PM para reprimir um jovem que reclamava de seu nome não estar na lista de alunos matriculados na instituição.

O Conselho Tutelar afirmou que vai entrar com uma denúncia ao Ministério Público e à Defensoria Pública do estado contra a PM e a direção da escola.

Gledson Deziatto, conselheiro tutelar, disse que “foi uma situação de abuso de autoridade tanto por parte da escola como da Polícia Militar. Isso não pode acontecer dentro de uma escola. Vamos pedir para o Ministério Público de São Paulo tomar as medidas necessárias neste caso. Os alunos estão com medo de ir para a escola”.

Em declarações à agência Ponte, os jovens que se manifestaram na noite de ontem relataram que é comum a diretoria da escola chamar a PM para reprimir os alunos.

“A diretora e a coordenadora sempre fazem isso, é comum a PM estar aqui. Tem a ronda escolar, mas às vezes chamam e eles vêm xingando a gente”, disse um estudante ao veículo.

Na manifestação, os alunos gritavam palavras de ordem como “Oh João Doria eu queria te dizer: os estudantes tão na rua e vão derrotar você”, “Mamãe mandou eu estudar pra não virar Polícia Militar” e “pobre formado é perigo para o estado”, relata a Ponte.

O caso é mais uma prova clara de que a PM é um órgão fascista a serviço do Estado burguês para exterminar o povo pobre e trabalhador, a juventude e demais camadas oprimidas da sociedade. Como tal, precisa ser extinta e em seu lugar estabelecidas milícias populares formadas pela própria população em seus bairros, para fazerem a segurança de maneira democrática.

Além disso, a atitude da diretoria da escola mostra como os altos burocratas dentro das instituições de ensino estão a serviço, de modo geral e em última instância, da repressão fascista do Estado contra os estudantes, por impedirem a livre organização estudantil e chegarem ao cúmulo de chamar a polícia para atacar os próprios alunos. Contra isso, os estudantes devem se organizar e lutar pela autonomia das instituições de ensino, reivindicando uma posição política de destaque de seus representantes, uma vez que são maioria nas escolas, bem como nas universidades.

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