Paraíba
Clayton Tomaz de Souza militava no movimento estudantil e denunciava perseguição dos seguranças da universidade
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Clayton participou das manifestações contra os ataques de Bolsonaro aos estudantes. Foto: Facebook |

Da redação – Nessa segunda-feira (17), foi encontrado o corpo do jovem Clayton Tomaz de Souza, em uma mata próxima da estrada de Gramame, em João Pessoa (PB).

Ele estava desaparecido e sua família reconheceu o corpo, com marcas de disparos de bala de fogo. Clayton era estudante de Filosofia da Universidade Federal da Paraíba (UFPB).

Em sua conta no Twitter, o estudante (apelidado de “Alph”) havia postado um vídeo, em janeiro de 2019, denunciando que sofria perseguição dos seguranças da universidade devido à sua militância no movimento estudantil.

“Minha vida está em risco, galera. Qualquer hora dessas, estes caras dão cabo de mim. Fica aí o recado, se eu aparecer morto, foram eles. Não tem outra: foram os guardinhas da UFPB”, denunciou no vídeo, falando em voz baixa enquanto passavam os seguranças da universidade, ao fundo.

Os seguranças privados, sejam de empresas, lojas, estabelecimentos comerciais ou instituições de ensino, são, historicamente, os primeiros a aderirem às organizações fascistas, junto com os policiais e militares. Isso ocorreu na Itália de Mussolini e na Alemanha de Hitler, por exemplo.

Com o processo golpista no Brasil, a extrema-direita tem realizado diversas ações, dentre elas a repressão por parte de guardas e seguranças. Isso é incentivado nas escolas e universidades por projetos fascistas como a Escola Sem Partido e a militarização das escolas, com o claro objetivo de perseguir, reprimir e sufocar o movimento estudantil.

No ano passado, o governo de características fascistas de Jair Bolsonaro impôs interventores em várias universidades para montar o esquerda de vigilância e, na semana passada, foi descoberto que um espião da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) se infiltrava na Universidade de Brasília (UnB), também com as mesmas intenções.

O movimento estudantil deve se organizar para expulsar os fascistas das escolas e universidades e o caso do possível assassinato de Clayton por seguranças da UFPB demonstra a necessidade de formação de comitês de autodefesa dos estudantes dentro das universidades, para se protegerem coletivamente dos ataques da extrema-direita.

Haverá um ato, esta noite, na UFPB, de repúdio ao assassinato de Clayton e de denúncia contra a repressão aos estudantes.

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