Alta do dólar expressa o crescimento de Lula e a rejeição dos candidatos golpistas nas pesquisas

Alckmin diz que aceita disputar a presidência do PSDB

Como diz o jargão o “mercado está nervoso”, o dólar foi  cotado a R$ 3, 96, maior valor em cerca de dois anos e meio, após o anúncio da pesquisa da CNT/MDA  que apontou o crescimento  das intenções de voto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato do PT à Presidência da República, com a preferência de 37,3% dos eleitores ouvidos na pesquisa estimulada contra 18,3% de  Jair Bolsonaro (PSL). Mas o que mais deixou “ nervoso” é que o candidato preferencial dos golpistas Geraldo Alckmin, do PSDB atingiu apenas 4,9%, estando  atrás de Marina Silva (Rede) que atingiu 5,6%.

Na sondagem realizada em maio, Lula teve 32,4 %, tendo um aumento de quase 5%, o que indica um formidável crescimento, mesmo com toda campanha da imprensa golpista afirmando que Lula não seria candidato.

Segundo a Folha de S. Paulo, o que realmente tem gerado preocupação dos capitalistas é a completa estagnação da candidatura Alckmin que “não conseguiu sair da casa dos 4%, frustrando o mercado, que o vê como um candidato mais reformista.” O Mercado esta “ frustrado” com o desempenho do seu candidato e em pânico com o crescimento da candidatura Lula, mesmo com todos os ataques e sabotagem dos articuladores do Plano B.

A candidatura Lula é um aspecto fundamental da luta política contra os golpistas, representa algo incontornável na atual etapa da crise política, sendo um fator de instabilidade, pois desmascara que as eleições acontecem em cenário de golpe de Estado, e qualquer tentativa de impedir a participação do candidato preferido do povo, retira qualquer legitimidade das eleições.

O temor dos donos do golpe , expresso no aumento do dólar e no nervosismo dos investidores decorre do aumento da incerteza política.  Uma vez que está ficando cada dia mais caro o custo de fazer uma ” eleição” sem Lula, ou seja realizar um novo golpe pode levar aumento da instabilidade e não a pretendida legitimidade de um governo saído de uma manipulação eleitoral.