A vida como mercadoria
Com a pandemia do Coronavírus, os hospitais brasileiros estão enfrentando um sério problema com o aumento de até 2000% nos preços de produtos essenciais para o combate a doença.
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Manaus - AM 21.05.2020 Hospital de Campanha Municipal abre mais 13 leitos e chega a 156 vagas de internação.Foto: Ingrid Anne
Alta de preços de equipamentos coloca em risco pacientes e profissionais de saúde. | Foto: Ingrid Anne

O capitalismo, em tempos de crise, mina os trabalhadores de todas as formas possíveis no interesse de continuar mantendo seus lucros e assim prejudicando a vida do proletariado, seja com as medidas econômicas adotadas pelos governos que são altamente duras com os trabalhadores, ou com o aumento de preços de produtos considerados essenciais. Com a pandemia do novo Coronavírus, os hospitais brasileiros, sejam públicos ou privados, estão enfrentando um sério problema com o aumento dos preços de produtos essenciais para o combate a doença. Hospitais e secretarias dos estados relatam preços inflacionados em até 2000%, praticados em equipamentos de segurança, medicamentos e aparelhos. Máscaras tipo N-95, que antes da pandemia poderiam ser compradas á R$3, hoje estão sendo vendidas à R$19, máscaras cirúrgicas que antes custavam R$0,24 agora estão sendo encontradas com o preço próximo à R$5. Remédios como Omeprazol, que antes eram vendidos á R$6,02 o frasco, agora são vendidos á R$32,65.

Aquilo que poderia ser explicado com a famosa “oferta e demanda” capitalista pode ser explicado também em como é problemático o próprio sistema capitalista em uma situação tão crítica. Apesar de toda uma situação atípica e realmente dramática que é uma pandemia, a produção destes produtos continua sendo feita por capitalistas, por empresas que aproveitam a situação para sobrecarregar os preços e lucrar ainda mais diante de uma verdadeira tragédia, onde em nenhum momento é pensado em como essa alta de preços pode prejudicar os trabalhadores. Com a necessidade de se adquirir maiores de unidades de produtos, devido à maior proteção por causa do vírus altamente contagioso, os gastos que já teriam aumento significativo ficam cada vez maiores.

Os prejuízos vindos com esse aumento de preços pode se refletir tanto na esfera pública ou privada. Nos hospitais particulares, o aumento de despesas com pacientes leva a um repasse desses preços aos mesmos, deixando aquilo que já é absurdo (saúde vendida como mercadoria) cada vez mais caro. No sistema único de saúde, os gastos com repasses para a saúde são determinados pela Tabela SUS. Hoje, um paciente de clínica médica é remunerado pelo SUS em R$56 por dia, e isso inclui alimentação, os equipamentos, os remédios, os profissionais, e quando o orçamento começa a ultrapassar com gastos excessivos pelos preços abusivos os hospitais ficam cada vez mais próximos do colapso total (como já temos observado em vários estados brasileiros durante a pandemia). Além disso, os administradores dos hospitais e dos recursos da saúde se vêem em verdadeiros impasses, pois precisam escolher se esperam uma baixa de preços (que provavelmente não irá acontecer) e comprometem a saúde de pacientes e profissionais, ou se sujeitam aos preços abusivos comprometendo seus recursos e também a qualidade no atendimento.

A produção de equipamentos, medicamentos e o sistema de saúde em sua totalidade devem ser completamente estatizados, principalmente em uma situação como a de uma pandemia, e com a construção de um estado operário isso estaria sob controle dos trabalhadores, impedindo desta forma que grandes monopólios de produção não tirem proveito de uma situação tão crítica para explorar os trabalhadores cobrando preços ainda mais abusivos nem mesmo usando suas vidas como moeda de troca para a pratica de políticas tão desonestas.

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