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Alianças fora da esquerda: o caminho para o fracasso em 2022

Ainda há quem acredite que algum diálogo é possível com os setores que deram o golpe de 2016. Esses setores querem destruir o PT e rouber seu eleitorado no processo.

Rodrigo Maia, articulador do centrão e apontado muitas vezes como moderado e adversário de Bolsonaro, sentou em cima de mais de 50 processos de impeachment enquanto era presidente da Câmara – Antonio Cruz/ Agência Brasil

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Aumentam cada vez mais as declarações de algumas figuras dentro do Partido dos Trabalhadores em prol de uma hipotética aliança eleitoral em 2022 com o centrão. Hipotética porque, apesar dos últimos resultados no âmbito jurídico, não é certo que Lula poderá ser candidato, e qualquer candidatura que não seja a de Lula será uma repetição do que vimos em 2018.

Aprendemos com os últimos 6 anos da política brasileira que as instituições estão contra os petistas, e que o único escudo do PT é a mobilização popular. Alianças com o centrão, ou com a direita mais “progressista”, se é que é possível denominar assim os carrascos do golpe de Estado de 2016, apoiadores de Temer e responsáveis pela eleição de Bolsonaro, tem por único objetivo drenar os votos do PT para um candidato da burguesia.

Os golpistas ficaram desgastados pelo processo do golpe que eles mesmo iniciaram. É uma contradição do próprio golpe: aqueles que deram início ao processo foram deteriorados pelo mesmo. O motivo desse desgaste é simples: para acabar com o PT criaram uma força política que atacou não somente o PT mas todos os setores minimamente ligados à economia nacional, portanto, os coronéis regionais e qualquer político envolvido na imensa teia da economia brasileira – pessoas ligadas às construtoras nacionais, à Petrobras, e outras empresas brasileiras de grande porte atacada durante a Lava-Jato –  acabou sendo afetado.

O PT por outro lado, mesmo após todos os golpes sofridos pelo judiciário, as calúnias repetidas incessantemente pela imprensa, como é munido de uma poderosa base popular, a maior da América Latina e uma das maiores do mundo, ainda é o principal partido político brasileiro. Não fosse a fraude, teria vencido as eleições de 2018. 

O panorama de 2022 está cada vez mais evidente, será um enfrentamento entre Lula e Bolsonaro. O primeiro é o nome mais conhecido no Brasil, um político que venceu 4 eleições, duas sem nem sequer concorrer, e poderia ter vencido uma quinta em 2018 caso não fosse a fraude, um produto direito das mobilizações que derrotaram a ditadura. O segundo, colocado no extremo oposto político, é o atual presidente e responsável pela morte de quase 400 mil brasileiros, até o momento. O resultado parece óbvio, contudo é preciso entender que, apesar de tudo, Bolsonaro tem sim uma base social fiel, e a polarização política, causada pela pandemia e pela gigantesca crise econômica, tende a fortalecê-lo. O único lado que não consegue se colocar nas próximas eleições é o esvaziado centrão.

Buscar apoio no centrão é como pular na lama em busca de água limpa. Não faz sentido. É uma soma com fatores negativos que resulta da subtração do valor inicial. 

Os setores que defendem essa aliança acreditam que com o centrão é possível ganhar um espaço dentro da enorme máquina burocrática brasileira, mas é uma ilusão infantil. Os golpistas perderam, e continuam perdendo, muito espaço para a extrema-direita, e além de tudo, não querem devolver o poder ao PT, não deram o golpe de 2016 para nada. Querem a base eleitoral do PT e não elegê-lo. 

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O Diário Causa Operária atravessa um momento decisivo para o seu futuro. Vivemos tempos interessantes. Tempos de crise do capitalismo, de acirramento da luta de classes, de polarização política e social. Tempos de pandemia e de política genocida. Tempos de golpe de Estado e de rebelião popular. Tempos em que o fascismo levanta a cabeça e a esquerda revolucionária se desenvolve a olhos vistos. Não é exagero dizer que estamos na antessala de uma luta aberta entre a revolução e a contrarrevolução. 

A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

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