Não existe vácuo na política
Esquerda adota política à reboque do principal setor da burguesia golpista, abrindo caminho para toda extrema-direita.
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Bolsonaro-Vacina-SC
Caminho aberto para extrema-direita. | Facebook/Reprodução

A polêmica em torno da obrigatoriedade da vacinação, tornou-se novamente um ponto de aliança entre a esquerda pequeno-burguesa e a burguesia brasileira, possibilitando apenas o fortalecimento da extrema-direita.

Em um ano de aprofundamento da crise capitalista, a esquerda brasileira em nenhum momento lançou-se como opção independente da burguesia, para organizar os trabalhadores e tirar com esta base um plano para a crise. Seja na luta contra o desemprego, seja na luta contra o coronavírus ou contra o próprio governo Bolsonaro, em nenhum momento a esquerda agiu com uma política própria, sempre à reboque do principal setor da burguesia golpista.

Em nome da ciência!

 

A esquerda, dessa maneira, passou a adotar a defesa de uma série de pautas até mesmo antidemocráticas e repressivas, como no caso do lockdown para combater o coronavírus – medida que revela a total falta de política da burguesia

– e agora, na defesa incondicional da obrigatoriedade da vacina contra o novo coronavírus, ameaçando de repressão, os próprios trabalhadores.

Em nome da “ciência”, a esquerda passa a defender as vacinas produzidas por grandes empresas capitalistas sem sequer pensar duas vezes. Um dos principais nomes dessa disputa pela “ciência”, é a multinacional Pfizer, dos Estados Unidos, hoje a segunda maior indústria farmacêutica do mundo. Em relação a mesma, foi detectado uma forte reação alérgica em inúmeros voluntários nos EUA. Além disso, segundo a FDA dos Estados Unidos, agência nacional responsável pela supervisão de alimentos e medicamentos no país, outros seis voluntários faleceram durante os testes clínicos da vacina.

No início do mês de dezembro, após toda repercussão da vacina, o Reino Unido emitiu um alerta não recomendando aplicação da vacina em pessoas com histórico grave de reações alérgicas.

Devemos defender a obrigatoriedade da vacina?

É nestas organizações que a esquerda pequeno-burguesa deposita suas esperanças. Contudo, ao contrário da política histérica, a classe trabalhadora se opõe à obrigatoriedade da vacina. Frente a todas estas denuncias recentes, e o histórico de problemas com medicamentos que há no país, é mais do que natural que haja desconfiança e receio. Apenas a esquerda pequeno-burguesa confia cegamente nos capitalistas.

Esta política, é a política defendida pelo principal setor da burguesia mundial. A vacina é um problema econômico para os grandes capitalistas, o que está em discussão não é quantas pessoas serão vacinas, mas o quanto de lucro a burguesia obterá de todo este processo.

Mediante a esta questão, a esquerda volta a se aliar com a burguesia nos ataques aos direitos democráticos da população, defendendo novamente a repressão. A defesa de que “as autoridades precisam dar o exemplo”, fez com que a esquerda chega-se a parabenizar Dória pela compra das vacinas, e utilizar até mesmo o ditador fascista Benjamin Netanyahu, de Israel, como exemplo, apenas pelo mesmo ter se vacinado.

A esquerda não faz. A extrema-direita…

Se a esquerda não aparece como alternativa a burguesia genocida, o caminho fica aberto para a extrema-direita traçar. Bolsonaro, tornou-se do dia para a noite o maior “antissistema”, defensor dos “direitos individuais” da população, em nome da reabertura geral e contra a vacinação obrigatória, uma política totalmente demagógica, mas que na ausência de política da esquerda, aparece como referência a população.

O que está em discussão não é se deve-se ou não ter uma vacina, mas sim os direitos democráticos da população. Pressionado por comerciantes em sua base, atingidos pelo lockdown, e por religiosos que não querem tomar a vacina, Bolsonaro aparece com está política, que não servirá de nada aos trabalhadores. Por outro lado, a esquerda que defende a polícia e tenta se apresentar como “limpinha e cheirosa” para a burguesia, passa a ser vista em aliança com os genocidas, tão odiados pela população.

O que deve ser colocado, é que a vacina é um direito da população, o trabalhador deve escolher utilizar-se dela ou não. Não podemos obrigar a população a utilizar algo que ela não deseja, ainda mais quando se trata de uma vacina produzida pelo imperialismo genocida.

A política correta, do ponto de vista dos trabalhadores e da defesa dos direitos democráticos de todo o povo, não é obrigar. A vacina sendo importante, e de confiança da população, como é o caso da vacina dos cubanos, produzidas diretamente pelo estado operário, deve-se ter uma propaganda em torno dela e um processo de esclarecimento da população para tal. Jamais aumentar a opressão, esta é simplesmente uma política ditatorial, e abraça-la é entrar em uma nova frente com todos os golpistas.

Compartilhar no facebook
Compartilhe no seu Facebook!
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no reddit
Reddit
Compartilhar no facebook
Compartilhe
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Relacionadas