Contra milhões de servidores
Golpistas querem congelar salários dos trabalhadores enquanto distribuem bilhões para os banqueiros.
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Sessão remota do Senado - fot de arquivo |

Como uma tentativa de saída para a atual crise, que a burguesia e seus governos atribuem exclusivamente à pandemia causada pelo Covid-19, aliados da “frente ampla” aprovaram o congelamento de salários dos servidores no Senado. Na noite de sábado (2), aprovaram por unanimidade, um pacote de R$ 120 bilhões para distribuir para estados e Municípios, em sessão  realizada na sala da Secretária de Tecnologia da informação do Senado.

A versão dessa medida foi elaborada pelos presidentes da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEMRJ), e do Senado Federal, Davi Alcolumbre (DEM-AP), relator da medida, com ajuda da equipe econômica do governo golpista.

A aprovação se deu no dia seguinte ao 1 de Maio, no qual os dois parlamentares da direita foram convidados por setores da esquerda para falarem no palanque virtual do ato das “centrais” do Dia Internacional de Luta da Classe Trabalhadora, como supostos aliados da “frente ampla” que essa esquerda burguesa e pequeno burguesa pretende construir.

A “frente ampla” mostra-se assim , cada vez mais, nada mais nada menos, como um modo para exercer a política da direita com o apoio da própria esquerda. Supostamente criada para isolar a política fascista de Bolsonaro, e até para retirar o golpista Bolsonaro, mostra-se – na prática – como um instrumento de manutenção de sua política com ou sem ele. Não é nenhuma novidade, que as grandes crises levem a esquerda reformista adaptar-se a política burguesa.

Esses aliados da “frente ampla”, chamados  pela esquerda pequena burguesa de “direita civilizada”, seria supostamente diferentes da extrema direita, o que ressalta que tal esquerda não tem uma política própria para enfrentar  a crise capitalista e nem a pandemia do Covid-19. Sendo assim a esquerda leva os trabalhadores a depositar toda sua confiança no governo golpista,  responsável – entre outras atrocidades – pelo congelamento dos gastos públicos – incluindo os da Saúde – por 20 anos, com a chamada PEC do fim do mundo e pela aprovação das “reformas” trabalhista e previdenciária, contra os trabalhadores.

A pretexto de socorrer os Estados e Municípios, o Senado impôs o congelamento dos salários de milhões servidores públicos, promovendo uma expropriação dos trabalhadores para bancar a transferência. Em contrapartida, o governo mandou mais de  R$ 1 trilhão para os bancos, não se congelou nada para quem muito já tem. Para a direita, é mais fácil congelar dos servidores do que dos banqueiros.

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