Aliado de Bolsonaro, Israel declara que irá aumentar tortura contra palestinos

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O Estado de Israel, criado artificialmente pelo imperialismo para controlar mais efetivamente a população do Oriente Médio e suas riquezas, é historicamente denunciado pela esquerda internacional e revolucionária como um verdadeiro Estado terrorista. Há 70 anos os sionistas submetem a população palestina, que vivia anteriormente neste território, a um regime profundamente opressivo, onde há prisões, mortes, torturas, bombardeios, enfim, uma política muito dura contra os palestinos. Cinicamente, tudo isso ocorre com a demagógica e desgastada justificativa do terrorismo, política esta que na realidade é praticada pelos próprios sionistas.

Israel procura apresentar toda a população palestina como um bando de terroristas e criminosos, o que justificaria todo esse massacre. No entanto, conforme denunciado no parágrafo anterior, o verdadeiro opressor é o Estado de Israel. Tanto é assim que até mesmo na ONU, organização controlada principalmente pelo imperialismo norte-americano e europeu, há denúncias sistemáticas de despespeito aos direitos humanos dos palestinos por parte do Estado sionista.

Como se já não bastasse todo esse histórico, recentemente foi divulgado pela Al Jazeera uma séria denúncia. De acordo com a o órgão árabe, o ministro de segurança pública, Gilad Erdan, anunciou novas medidas duríssimas para os prisioneiros palestinos nas penitenciárias de Israel. A matéria denuncia uma lista tenebrosa: será introduzido um racionamento na água e até mesmo no número de banhos diários, redução no número de visitas dos familiares, mudança no direito dos presos de cozinhar, limitação do acesso à televisão e bloqueio de remessas de dinheiro para as autoridades palestinas, dentre outras. Quer dizer, a tendência é que os palestinos presos pelos sionistas, que sempre comeram o pão que o diabo amassou, sofram ainda mais torturas e outros ataques.

Embora a lista de atrocidades já seja impressionante, a matéria destaca ainda outros pontos importantes e até destaca o fato de que o Estado israelense não só estaria preparado para colocar em marcha este plano de ataques como ainda haveriam outras iniciativas sinistras sendo estudadas.

Mustafa Barghouti, líder do Partido da Iniciativa Nacional Palestina (em inglês Palestinian National Initiative party), afirmou à Al Jazeera que o governo sionista atua como se tivesse carta branca para reprimir os palestinos da forma que quiserem. Ele chegou a afirmar que Israel está se comportando como se estivesse acima das leis internacionais e disse ainda que a única maneira de impedir os sionistas de impor essas medidas seria através da imposição de sanções ao Estado israelense, enquanto que a Comissão dos Palestinos Presos denunciou que os planos de Erdan são uma tentativa de fazer as vidas dos palestinos presos ainda mais insuportável. Qadri Abubaker, o líder desta comissão, convocou uma forte mobilização nacional dos palestinos contra essas medidas.

É preciso afirmar que, embora seja válido buscar constranger o Estado de Israel através de manobras institucionais por meio de órgãos como a ONU, elas por si mesmas não vão resolver o problema. Há inúmeros exemplos históricos, incluindo aí rapidamente a invasão militar de Israel e o próprio caso Lula, mais recente. O caminho apontado por Abubaker, líder da Comissão dos Palestinos Presos, vai no cerne do problema, que é a mobilização popular.

É também fundamental destacar que este governo criminoso e terrorista, o Estado de Israel, controlado pelos sionistas, tem relações diretas com o atual presidente Jair Bolsonaro, eleito pela fraude eleitoral do final do ano passado. Além da profunda crise que isso pode abrir entre o Brasil e as nações do Oriente Médio, que são oprimidas por por Israel, é papel de toda a esquerda brasileira se posicionar firmemente contra o Estado sionista e o seus atuais capachos brasileiros, o governo Bolsonaro e seus asseclas.