Aliado da Rússia, presidente da Moldávia sofre perseguição golpista da Justiça

Igor-Dodon-Reuters

Da redação – O Tribunal Constitucional da Moldávia, país do leste europeu, retirou temporariamente os poderes do presidente Igor Dodon, por este se recusar a nomear os ministros de Saúde Pública e de Agricultura, propostos pelo primeiro-ministro Pavel Filip.

Essa é a segunda vez no ano que o presidente moldavo é suspenso de suas funções pela Justiça. Em janeiro, ele se negou a designar sete ministros, alegando falta de competência profissional e oportunismo em cargos anteriores.

Dodon foi eleito presidente em 2016, nas primeiras eleições diretas do país em 20 anos, após anos de governos alinhados ao imperialismo. Ele é membro do Partido Socialista e já foi prefeito de Chisinau, capital da Moldávia.

Desde que assumiu o cargo, Dodon tem adotado uma política de aproximação com a Rússia e distanciamento da OTAN e dos países imperialistas, ao contrário de Filip, que assinou um acordo logo após a eleição de Dodon de abertura de um gabinete da OTAN em Chisinau.

Ano passado, Dodon declarou intenção de anular o acordo e também de propor um acordo à OTAN pelo reconhecimento da Moldávia como um país neutro.

Desde então, sua presidência tem sido combatida de diversas formas por setores pró-imperialistas nas instituições do país, como o próprio Tribunal Constitucional e a chefia de governo.

No início deste mês, Dodon foi internado após um acidente de tráfego que envolveu seu cortejo. Houve denúncias, inclusive na Rússia, de que na verdade isso teria sido um ataque proposital de opositores que defendem uma política pró-imperialista.