Alguém viu por aí o todo “poderoso” futebol alemão?

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A seleção alemã de futebol chegou à Copa de 2018 ostentando não só o título conquistado no mundial de 2014, realizado no Brasil, mas também o favoritismo nas apostas para novamente erguer a taça que neste momento está sendo disputada na Rússia. Afinal, o selecionado que figurou por durante todo o último período como o primeiro colocado no ranking da FIFA, vencendo todas as dez partidas nas eliminatórias, sendo exaltado por toda a imprensa mundial (incluindo aí a medíocre imprensa nacional) como uma “máquina de jogar futebol”, só poderia mesmo estar em primeiro nas casas de apostas.

Para encurtar a conversa – e não ficar falando muito de quem não merece – a verdade é que este todo “poderoso” e “temido” time alemão está eliminado da Copa do Mundo da Rússia. Sim, é verdade. A seleção símbolo do futebol força, da disciplina e da tática “científica” sucumbiu diante da – acreditem – Coréia do Sul, que ocupa a 57ª posição no ranking mundial. A Alemanha foi derrotada pelos coreanos na última partida do Grupo F pelo placar e 2 x 0 e já disse adeus ao mundial. A campanha dos alemães na competição é nada mais nada menos do que pífia e ridícula. A “temida” e “respeitada” Alemanha volta para casa ostentando a última posição em seu grupo, depois de ser derrotada na estreia para o México, vencer no maior sufoco a Suécia (com um gol salvador nos acréscimos) e ser derrotada pela Coréia do Sul.

Portanto, não há farsa que se sustente por muito tempo e menos ainda por todo o tempo. O futebol europeu é a cara do futebol alemão. O futebol alemão é a cara do futebol europeu. Se existe algum brilho no futebol do velho continente este é proporcionado pela maciça presença nos gramados de jogadores sul-americanos, que levam às “arenas” europeias toda a plasticidade, a magia e o encantamento do verdadeiro futebol. Os fatos e os números estão aí para demonstrar e comprovar. A quase totalidade dos jogadores das três seleções do continente sul-americano que já avançaram à próxima fase (Brasil, Uruguai e Argentina) atuam no futebol europeu. A Colômbia – que ainda pode se classificar em seu grupo – também tem a quase totalidade do seu elenco jogando na Europa. O Peru é o único selecionado do continente já eliminado. Mas, a exemplo das outras seleções, tem a maioria dos seus jogadores atuando também na Europa. Resta ainda alguma dúvida ainda sobre a superioridade incontestável da escola sul-americana sobre a europeia?