Genocídio
A retomada das aulas nas escolas e universidades, anunciada por Doria e Bruno Covas, atende aos interesses da burguesia, particularmente do capital financeiro.
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Governador João Doria (PSDB) | Tiago Queiroz/Estadão.
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Governador João Doria (PSDB) | Tiago Queiroz/Estadão.

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), anunciou um plano de retorno das aulas nas redes pública e privada de ensino. As modalidades de Ensino Médio e Educação de Jovens e Adultos (EJA) estão programadas para retornar, presencialmente, no dia 07 de outubro. Doria afirmou que o retorno também depende da avaliação de cada prefeito.

Para o dia 03 de novembro está prevista a volta de todos os níveis de ensino, desde a educação infantil até o ensino superior. O prefeito da cidade de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), anunciou que as universidades podem retornar já em outubro, mas com 35% dos alunos.

A pandemia do coronavírus continua avançando em todo o estado de São Paulo. Desde o início da pandemia, no mês de março, são 924.532 casos confirmados de coronavírus e 33.678 mortes. Nas últimas 24 horas, foram 7.711 novos casos e 206 novos óbitos.

Os tucanos, que administram a prefeitura da capital e o governo estadual, procederam ao desmonte das parcas estruturas de combate ao COVID-19. Absolutamente nada foi feito para organizar a população para o enfrentamento à pandemia que assola o país. A política dos tucanos, ainda que disfarçada com um verniz “científico” e “racional”, tem sido a mesma de Jair Bolsonaro, que se orienta no sentido de “deixar morrer quem tiver que morrer”.

São dezenas de milhares de novos casos de infecção diariamente. Com a volta às aulas, as escolas vão se tornar vetores da transmissão da doença, o que coloca em risco professores, estudantes, funcionários da educação e familiares. O retorno das universidades é mais um passo nesse sentido, de ampliar o número de infectados e, por consequência, o número de mortes.

Dória atende aos interesses da burguesia, que pressiona pela reabertura total da economia e dos serviços. Trata-se fazer a manutenção dos negócios e não permitir que aconteça uma falência generalizada das empresas. Os bancos, como setor mais poderoso da burguesia, são os que mais promovem a campanha pela retomada imediata das aulas nas escolas e universidades.

A direita e seus partidos políticos nunca se preocuparam com as condições de vida do povo. Particularmente desde o golpe de Estado de 2016, que se materializou com o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), as massas são duramente assoladas pelo desemprego, retirada de direitos históricos trabalhistas e sociais e ausência total de quaisquer perspectivas de vida. A retomada das aulas e universidades só atende aos interesses dos setores da burguesia.

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