290 anos de história
Uma trajetória de vida que vai de escravo de nascimento à gênio singular
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Esculturas no Santuário do Bom Jesus de Matosinhos | Carlos Alberto/Imprensa de Minas Gerais

Dos meados do século XVIII, da cidade de Ouro Preto (Minas Gerais), filho de um mestre de obras e arquiteto e de uma escrava africana, ironicamente, chamada Isabel, Antônio Francisco Lisboa, mais conhecido como Aleijadinho, surgiu na cena nacional e marcou a história da arte brasileira numa trajetória de vida que vai de escravo de nascimento à gênio singular.

Marcado pelo regime de colonialidade que o dificultava de levar adiante sua vida de artista e transitando entre as atividades como entalhador, carpinteiro e arquiteto, Aleijadinho teve o seu primeiro trabalho feito no Palácio dos governadores, em 1751; esculpe o chafariz do Hospício da Terra Santa, em 1758, a primeira obra do barroco tardio brasileiro; além de ter trabalhado em outras obras importantes da tradição barroca e rococó mineira, como a Igreja de Nossa Senhora do Carmo, de Sabará, e a Igreja de São Francisco de Assis, em Ouro Preto, no final da década de 1760.

A partir de 1777, adoece de uma doença até então não confirmada pelos historiadores, que aos poucos passou prejudicá-lo, deformando o seu corpo, mas não o impedindo de sua empreitada profissional, com ajuda de auxiliares. É neste período, mais precisamente em 1790, que recebe o apelido de Aleijadinho devido a uma dessas deformações.

Em 1796, é incumbido para a esculpir as suas grandes obras que o lança como um grande nome da arte brasileira: a Via Sacra e os Profetas para o Santuário de Bom Jesus de Matosinhos, em Congonhas.

Aleijadinho carrega no nome dezenas de obras, em diversas cidades mineiras, como Ouro Preto, Barão de Cocais, Sabará, Rio Pomba, São João del-Rei e outras.

Sua doença começa a avançar, cada vez mais, e na segunda década de 1800 torna a perder progressivamente suas capacidades físicas motora e visual. Retornou ao seu antigo lar e passou o restante de sua vida sob os cuidados de sua nora até morrer em 18 de novembro de 1814.

Nascido, possivelmente, em 29 de agosto de 1730, o Brasil contempla 290 anos de Antônio Lisboa. Além de um grande artista, por um lado, é a mancha da colonização de um país periférico marcado pela escravidão (como dito, ele era filho uma escrava, sofreu preconceito pela cor), e, por outro, a genialidade e a grandeza de uma pessoa comum, de origem popular.

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