Alcolumbre: candidato do MBL para liderar o Senado sempre ocultou imóveis de seu patrimônio

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Para atacar a esquerda, a direita golpista utiliza-se do discurso da “luta contra a corrupção”. Os direitistas, por meio de suas organizações e partidos buscam sempre posar como os verdadeiros defensores da pureza na política, incorruptíveis, sendo a esquerda exatamente o oposto, extremamente corrupta. A campanha contra a corrupção, por exemplo, foi uma das principais estratégias utilizadas para impulsionar o golpe contra a presidenta Dilma Rousseff em 2016, é também a “luta contra a corrupção” o principal instrumento de perseguição política contra o ex-presidente Lula, preso político do golpe de estado.

Quando se analisa para além da demagogia e do cinismo, é possível verificar que o discurso da luta contra a corrupção defendido pela direita não passa de uma verdadeira farsa. O que temos, na realidade, são políticos extremamente corruptos, verdadeiros profissionais na organização de esquemas de desvio de dinheiro do povo. Veja, por exemplo, o caso do atual presidente golpista, Jair Bolsonaro que se apresentava na campanha como verdadeiro combatente da corrupção, tem em suas costas uma série de denúncias relacionadas ao desvio de dinheiro por meio dos chamados “laranjas”, isso sem falar no envolvimento com as milícias cariocas.

O caso se repete também em relação ao atual presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre do DEM do Amapá. Alcolumbre, atual presidente do Senado, apoiado pelo movimento “coxinha”, o MBL, o qual também se constitui como um dos paladinos da luta contra a corrupção, vem desde o final dos anos 1990 ocultando da Justiça Eleitoral uma série de patrimônios e bens que estão em seu nome. A prática de ocultar bens da Justiça Eleitoral é considerada crime, de acordo com o artigo 350 do código eleitoral.

Em 2012, por exemplo, Alcolumbre declarou à Justiça não ter qualquer bem em seu nome. Uma investigação nos cartórios de Macapá, no entanto, revelou que o senador era proprietário de três lotes em um condomínio residencial da cidade. Além disso, em fevereiro daquele ano, o senador adquiriu uma casa no valor de R$ 585 mil. Ao fazer a escritura do imóvel, o senador declarou ao cartório que o valor da casa correspondia somente a um terço de seu patrimônio e da esposa, chegando a casa de R$ 1,7 milhões.

A prática de ocultação de patrimônio vêm se repetindo desde 2002 pelo senador do DEM. Em 2018, na última eleição, Alcolumbre teria ocultado da justiça dois lotes de 450 metros quadrados cada.

O caso do senador tucano serve para desfazer a farsa da chamada “luta contra a corrupção”. Não só Alcolumbre, mas toda a direita golpista é composta de corruptos profissionais. O combate à corrupção não passa de uma campanha de perseguição política contra a esquerda, suas lideranças e organizações.