Alckmin na Globo News: “vou acabar com o ministério do trabalho”

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O ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, hoje pré-candidato do PSDB à presidência da República, afirmou em entrevista à equipe de jornalistas da Globonews nesta quinta-feira que cogita extinguir o Ministério do Trabalho, caso seja eleito.

Alckmin defendeu a nova lei trabalhista, que retirou uma série de direitos da população, e não precisou se algum outro órgão herdaria as atividades da pasta. Segundo o site oficial do governo, cabe ao ministério, por exemplo, definir e gerir as políticas de geração de emprego e de modernização das relações de trabalho, além da fiscalização e da política salarial.

“Imposto sindical é absurdo. […] O Brasil tem 17 mil sindicatos, [dos quais] 11,5 mil sindicatos de trabalhadores e 5,7 mil sindicatos patronais. [O imposto sindical] não voltará, nós somos contra”, disse o candidato.

“Aí que foi que eu entrei em extinguir o Ministério do Trabalho, que é uma ideia que nós estamos amadurecendo. Um governo deve sair o máximo que ele puder. Esse é um assunto dos trabalhadores [a manutenção dos sindicatos ]. Como fazerem o seu sindicato, a sua representação poder ter meios de subsistência? É um assunto deles, dos trabalhadores, eles que vão decidir”, completou.

Antes da nova lei trabalhista, que entrou em vigor no ano passado, o imposto sindical era obrigatório, mas, com a reforma aprovada pelo Congresso Nacional em 2017, essa regra caiu. Em junho deste ano, o Supremo Tribunal Federal (STF) analisou o tema e rejeitou o retorno da obrigatoriedade.

Como se pode perceber de forma inequívoca, fica claro, depois do fim da CLT, o compromisso da direita em exterminar, no limite, qualquer proteção jurídica ao trabalhador. E o quanto, sob a alegação de se “modernizar” as leis trabalhistas, o que está em jogo sob a fala mansa do “picolé de chuchu” Alckmin, é uma política agressiva do PSDB e da quadrilha que o apoia, que beneficia apenas um dos lados da luta de classes, o do empregador.