Alckmin-Meirelles: donos do golpe começam a formar sua chapa para vencer as eleições fraudulentas

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O golpe de Estado de 2016 colocou no governo um presidente do MDB, Michel Temer. No entanto, o programa do golpe, que é um programa imposto pelo imperialismo, é o programa de outro partido: o PSDB. Desde o começo o PSDB foi o principal apoiador do governo, porque na verdade trata-se de um governo do PSDB. A imagem de Temer abraçado a Aécio Neves no dia da posse dos golpistas ficou como um símbolo dessa situação. Os tucanos tomaram o poder com o golpe de Estado, a serviço dos grandes monopólios estrangeiros, que trataram de destruir setores da economia nacional já durante a campanha para derrubar Dilma Rousseff.

O governo do PMDB, portanto, é o governo tucano do PSDB. São os tucano a principal força no governo golpista. Agora essa realidade está se expressando nas próprias eleições fraudulentas que a direita está preparando para tentar legitimar e consolidar o novo regime. Segundo a imprensa golpista, Temer e o PSDB estão se articulando para tentar formar uma chapa comum, com Alckmin concorrendo à presidência e Henrique Meirelles concorrendo na mesma chapa como seu vice.

Meirelles foi o responsável pela política econômica do golpe enquanto foi ministro da Fazenda. Alckmin é do PSDB, partido de Fernando Henrique Cardoso, que adotou uma política neoliberal e entreguista entre 1995 e 2002, durante seus dois mandatos na presidência. Pelo menos uma figura proeminente do PSDB já deu seu apoio publicamente para que Meirelles seja vice de Alckmin, o sinistro ex-prefeito de São Paulo João Doria.

PSDB e MDB juntos, na mesma chapa, seria a unidade entre os principais setores do golpe até esse momento. Uma aliança para aprofundar as medidas neoliberais contra os trabalhadores e o entreguismo que destrói o patrimônio nacional.