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A mesma imprensa golpista que foi responsável por organizar e levar para a rua de uma maneira artificial os movimentos de direita com características fascistas nos últimos anos no Brasil tem agora se utilizado do “fantasma do fascismo” para atacar a sua própria cria, principalmente em torno do espantalho da candidatura do ultra-direitista, Jair Bolsonaro.

Movimentos como o #EleNao visam manipular a grande rejeição da população contra o que seria o “mal maior”, para fazer avançar o candidato que verdadeiramente representa os interesses dos “donos do golpe”.

Que Bolsonaro é um candidato direitista, com um discurso fascista, não tenhamos dúvidas. Todas as suas declarações têm um conteúdo anti-povo, mas em geral não passam de discursos.

Se Bolsonaro expressa de modo cru o que há de mais bárbaro de um ponto de vista da humanidade, sua política carece de concretude. Ela é impulsionada pelo interesse do grande capital, da burguesia, em se utilizar do fascismo para atacar a classe operaria e o movimento popular. Isso não é um problema eleitoral, mas um fenômeno da luta de classes.

Hitler não chegou ao poder somente por obra das eleições, mas como resultado da articulação do imperialismo alemão organizando os bandos armados fascistas para atacar ferozmente, na prática, os partidos de esquerda e as organizações sociais dos trabalhadores. Finalmente, quando chegou ao poder, a correlação de forças entre os dois lados em luta já era extremamente favorável ao primeiro.

No Brasil do golpe o candidato que expressa verdadeiramente os interesses mais concretos da destruição do país é justamente o candidato do PSDB, Geraldo Alckmin.

Alckmin é tão ou mais fascista que Bolsonaro. A sua política já se comprovou pela prática. O que os “donos do golpe” realmente almejam é recolher seus cães de guarda fascistas e alimentá-los nos bastidores como uma tropa de choque fiel, pronta para atacar os trabalhadores ao primeiro chamado dos seus senhores, a burguesia imperialista aliada ao grande capital nacional.

É por isso que toda a fanfarronada da grande imprensa serviçal do golpe não passa de uma manipulação escancarada da opinião pública. O real objetivo em esvaziar a candidatura de Bolsonaro é o de trazer para primeiro plano o principal candidato do Golpe, Geraldo Alckmin.

Nos quase 20 anos em que governa o Estado de São Paulo, Alckmin e companhia já deram mostras de como proceder com a destruição do Estado em proveito do imperialismo e de como deve ser tratada a população trabalhadora e os movimentos sociais.

É viva ainda as lembranças dos paulistanos para a bárbara repressão desencadeada pela pela aparato repressivo do governo Alckmin em junho de 2013. Naquela data sua polícia fascista não mediu esforços contra manifestantes, jornalistas e transeuntes que circulavam pela Avenida Paulista.

A polícia de Alckmin ainda é reconhecida pela especial predileção  com que são tratadas as mulheres de uma das categorias mais importantes do Estado, os professores. Tem que se considerar ainda, que São Paulo embora responsável por mais de 50% do PIB nacional, tem um dos mais baixos pisos salariais do país para os essa categoria. Seu governo foi protagonista de vários escândalos com a compra superfaturada de merenda escolar e o especial tratamento dado aos alunos, com a distribuição de ração para o lanche das crianças.

Uma outra prática que notabiliza o governo do PSDB, é a profunda desumanidade com que trata os pobres da cidade de São Paulo, com os banhos de água gelada em pleno inverno paulistano em moradores de rua.

É por isso que Alckmin é mais fascista que Bolsonaro, porque o primeiro põe em prática o que o outro apenas esbraveja em discurso. Bolsonaro, se eleito, será um governo fraco sujeito à tulela dos golpistas, já Alckmin será o próprio golpe se legitimando por eleições farsescas.

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