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Nesta quarta-feira (29/8), ao melhor estilo “Bolsonaro”, o tucano Geraldo Alckmin participou de sabatina organizada pelos latifundiários da CNA (Confederação Nacional da Agricultura). Em meio a platéia de latifundiários que ajudaram a organizar o golpe de Estado e aos ataques aos direitos trabalhistas, movimentos de luta pela terra e transformação do país novamente em uma colônia agroexportadora, o tucano defendeu medidas de ataques aos movimentos de luta pela terra e maior repressão.

O tucano-golpista afirmou que reeditará medida de FHC contra ocupação de terras, que ficou conhecida como ‘anti-invasão’. A medida aplicada por FHC foi uma tentativa de acabar com as ocupações de terra e um aumento da repressão contra os trabalhadores sem-terra. A norma aprovada no ano 2000, proibia a vistoria de terras ocupadas por movimentos sociais por até 2 anos. Após o governo do PT chegar ao poder, essa medida deixou de ser aplicada automaticamente.

Alckmin, além reeditar essa medida golpista, afirmou que pretende dobrar o prazo para quatro anos e em caso de reincidência, colocar para oito anos. “Vou reanimar a medida provisória do FHC que impedia que terra invadida fosse pra reforma agrária. Vamos até aumentar o tempo”, afirmou o tucano.

Outra afirmação em defesa do latifúndio e da violência do campo foi a de que vai acelerar as reintegrações de posse. “Sendo presidente, vou cobrar dos governadores, porque muitas vezes tem decisão judicial de reintegração de posse e que não é cumprida. Se nós não cumprirmos decisão judicial, nós estamos abrindo mão da democracia. Isso é valor, é princípio”, disse o tucano.

A maior ironia da sabatina foi o tucano Alckmin falar para a platéia de latifundiário sobre democracia, onde foi amplamente aplaudido por quem atropelou a democracia e a constituição federal para dar um golpe contra a presidenta Dilma Rousseff.

Mas a mensagem para os latifundiários foi passada de maneira sutil. Alckmin afirmou que é favorável rural porte de arma na área rural e a formação de uma polícia especializada para o campo, ou seja, é a favor e vai criar milícias formadas por latifundiários e o Estado para reprimir e tomar as medidas necessárias para atacar os movimentos de luta pela terra.

Após essas declarações, Geraldo Alckmin e sua vice Ana Amélia, foram amplamente aplaudidos pelo setor mais atrasado do país, responsáveis pelos crimes no campo e trabalho escravo. Também é importante afirmar que foram os latifundiários a linha de frente para dar o golpe em 2016.

As propostas de Alckmin são as mesmas de Bolsonaro. Nada de mais democrático e sim repressão para a população e retirada de direitos com a força dos órgãos de repressão do Estado, da burguesia e dos latifundiários.

A burguesia tenta ludibriar a população que Alckmin é um mal menor perante o fascista Bolsonaro. Mas é uma jogada da burguesia, pois Alckmin e Bolsonaro possuem o mesmo programa e a única saída é mobilizar os trabalhadores para derrotar os golpistas.

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